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Ação no Irã teria que ser cirúrgica e com o menor custo para a imagem de Trump, diz professora

Governo americano pressiona regime de Ali Khamenei após o aumento das tensões com protestos no país

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump anunciou tarifas de 25% sobre países que negociam com o Irã.
  • O Irã enfrenta protestos internos devido à crise econômica e repressão do regime.
  • As sanções dos EUA e da Europa dificultam o controle dos protestos pelo governo iraniano.
  • A professora Denilde Holzhacker destaca a necessidade de uma ação militar cirúrgica e com baixo custo para a imagem de Trump.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta segunda-feira (12), a taxação em 25% a qualquer país que faça negócios com o Irã. Trump escreveu nas redes sociais que as tarifas sobre produtos importados à nação norte-americana terão efeito imediato. Apesar da declaração, o presidente não citou nenhum país nominalmente.

O motivo por trás da decisão seria pressionar o país que passa por uma série de protestos e já deixou mais de 2.000 mortos. O descontentamento da população começou inicialmente com a crise econômica e se tornou um movimento contra o regime do aiatolá Ali Khamenei, que está no poder desde 1989.


Professora aponta que instabilidades no Irã foram combustíveis para protestos Reprodução/Record News

Com a decisão americana e por negociar principalmente itens agrícolas com os iranianos, o Brasil aguarda a divulgação do documento por Washington para tomar um posicionamento. Segundo dados do governo, no ano passado, o país persa importou cerca de R$ 16 bilhões em produtos nacionais.

Denilde Holzhacker, professora de relações internacionais da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), explica que as manifestações no Irã se distanciam das outras passadas, principalmente pelo momento de fragilidade no país após as investidas americanas e israelenses no último ano, o que afetou as estruturas nucleares e de segurança do país.


Da mesma forma, ela pontua que a situação econômica ruim, devido às sanções americanas e europeias ao país nos últimos anos, fizeram com que grupos de oposição contrários se unissem. Com a junção desses movimentos e mais pessoas nas ruas, o governo encontra dificuldade em controlar os protestos e mostra a fragilidade do regime dos aiatolás.

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“Então a situação hoje é uma situação bastante crítica sim e a pressão internacional dá também um outro tom de dificuldade para o próprio governo conseguir controlar. E pode ser que a gente passe para uma fase diferente dentro do Irã. Ainda é cedo para a gente fazer essas posições, mas é um cenário possível dado a magnitude dos acontecimentos das últimas semanas”, comenta Denilde em entrevista ao Jornal da Record News desta segunda-feira (12).


Com as crescentes movimentações no país e uma ameaça americana, a professora menciona que o regime iraniano busca conversas diplomáticas com Washington, assim como divulgou a Casa Branca. No entanto, ela aposta que uma possível intervenção seria bem diferente da presenciada na Venezuela, principalmente por conta das antigas incursões americanas no Oriente Médio, que geram preocupações na população.

“Uma ação militar é só como a gente viu também no caso da Venezuela, é só se ela for rápida, bastante cirúrgica e que o objetivo de alcançar os interesses americanos fique muito claro para o eleitorado nos Estados Unidos. Então essa eu acho que é a grande diferença, não é só a forma de atuação, mas é a estratégia para que ela seja a mais cirúrgica possível e tenha o menor custo para a própria imagem do Trump”, finaliza.

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