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Acidente na Espanha é o 3º do ano e alerta para insegurança do sistema ferroviário

Circulação de trens de alta velocidade na linha Madri-Andaluzia foi suspensa e não há previsão de retorno

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Acidente entre dois trens de alta velocidade em Castilla-La Mancha é o terceiro do ano na Espanha, com mais de 100 mortos somados.
  • Investigação preliminar sugere trilho quebrado como possível causa; relatório oficial ainda não disponível.
  • Primeiro-ministro Pedro Sánchez defende melhorias na segurança ferroviária e declara três dias de luto oficial.
  • Circulação de trens de alta velocidade entre Madri e Andaluzia está suspensa sem previsão de retorno.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pedro Sánchez destacou a necessidade de melhorias na segurança ferroviária Violeta Santos Moura/Reuters - 28.10.2026

O grave acidente entre dois trens de alta velocidade na região de Castilla-La Mancha, no centro da Espanha, é o terceiro registrado no país neste ano. Somadas, as duas tragédias mataram mais de 100 pessoas.

Em janeiro de 2026, 46 pessoas morreram em uma colisão no sul da Espanha envolvendo as mesmas empresas ferroviárias.

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Naquele acidente, dois trens de alta velocidade colidiram perto de Adamuz, no que tinha sido, até então, o pior desastre ferroviário do país desde 2013.

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O acidente do início de 2026 ocorreu quando um trem da empresa privada Iryo descarrilou enquanto seguia em direção a Madri.

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O trem vinha de Málaga, no sentido norte, quando dois de seus vagões traseiros caíram na via oposta.

Segundos depois, um trem da Renfe, a companhia ferroviária nacional da Espanha, que seguia no sentido sul, colidiu com os vagões.

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Os dois trens transportavam centenas de pessoas. Um relatório oficial sobre a causa do acidente ainda não está disponível, mas as investigações preliminares apontam para um trilho quebrado como a causa provável.

O acidente chocou a Espanha e gerou profunda incerteza sobre a segurança do sistema ferroviário do país, que inclui a segunda maior rede ferroviária de alta velocidade do mundo.

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Dias depois, um trem de passageiros perto de Barcelona colidiu com um muro de contenção que desabou e descarrilou, matando uma pessoa.

O acidente desta quarta-feira já registra ao menos 68 mortes. Em entrevista no local da tragédia, o primeiro-ministro Pedro Sánchez comentou sobre dois dos casos e defendeu a melhoria nos sistemas de segurança da ferrovia espanhola.

“Não é possível que um país como a Espanha sofra dois acidentes com trens de alta velocidade em um ano”.

“Se houve negligência, ela virá à tona”, disse ele.“Se houve falhas no sistema de segurança, responderemos com a máxima firmeza.” A Espanha precisa entender “qual é a origem desta tragédia”, afirmou.

Sánchez apresentou as suas condolências às famílias das vítimas e agradeceu aos socorristas. Declarou também três dias de luto oficial, tal como fez após o acidente de janeiro.

O acidente ocorreu por volta das 8h54 no horário local (4h54 em Brasília). Os dois trens colidiram em Urda, na província de Toledo.

Segundo a porta-voz do governo de Castilla-La Mancha, Esther Padilla, o trem da Iryo tinha 147 passageiros, incluindo um bebê, e o da Renfe transportava 397 pessoas.

A circulação dos trens de alta velocidade na linha que liga Madri à Andaluzia, no sul da Espanha, foi suspensa. Não há previsão de retorno.

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