Ações dos EUA no Irã colocam ‘questão normativa’ para a Fifa, diz especialista
‘A Copa do Mundo desse ano já seria prejudicada apenas pelas políticas domésticas dos Estados Unidos’, afirma Giovana Branco
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
Devido ao conflito no Oriente Médio, o Irã solicitou à Fifa (Federação Internacional de Futebol Associação) que os jogos da seleção iraniana na Copa do Mundo fossem disputados no México.
Recentemente, o presidente Donald Trump disse que o país não deveria participar do torneio por segurança, apesar de que os jogadores iranianos seriam bem-vindos. De acordo com o sorteio dos jogos da Copa, o Irã teria que jogar em Los Angeles e em Seattle.
“A Copa do Mundo desse ano já seria prejudicada apenas pelas políticas domésticas dos Estados Unidos. Toda a questão dos imigrantes já fez com que o número de ingressos vendidos para os jogos que ocorrem nos Estados Unidos fosse muito menor [...]. E agora nós temos essa outra questão geopolítica”, explicou a doutoranda em ciência política Giovana Branco, em entrevista ao Conexão Record News.
De acordo com Giovana, o fato de os Estados Unidos serem, no contexto da guerra com o Irã, um país agressor, há uma questão normativa que a Fifa deveria analisar, uma vez que outros países já foram impedidos de participar ou de sediar eventos esportivos por esse motivo.
“Até que ponto a gente pode aceitar que um evento como esse continue acontecendo em um país que agora é claramente um agressor militar de outro?”, questiona a pesquisadora.
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