Acordo sobre guerra na Ucrânia ‘necessariamente’ vai favorecer os russos, explica pesquisador
Impasse nas negociações se dá por disputa territorial; autoridades se reúnem em Abu Dhabi
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Representantes de Rússia, Ucrânia e Estados Unidos se reuniram em Abu Dhabi nesta quarta-feira (4) para uma nova rodada de negociações pela paz no leste europeu. O chefe do Conselho de Segurança Ucraniano, que lidera a delegação do país, disse que o objetivo é conseguir uma paz justa e duradoura.
Com o conflito prestes a completar quatro anos, as partes envolvidas ainda não conseguiram entrar em consenso sobre um acordo. O principal obstáculo das conversações é o destino do território do leste da Ucrânia a longo prazo.

Em entrevista ao Conexão Record News, o pesquisador Lier Ferreira destaca o sofrimento da população civil ucraniana. Além dos contínuos avanços russos, as pessoas que se deslocam precisam enfrentar o rigoroso inverno na região.
Kiev insiste que o conflito deveria ser congelado nas atuais linhas de frente de batalha e rejeita a retirada unilateral das tropas. Enquanto isso, o Kremlin reforça seu posicionamento. De acordo com o porta-voz do governo, a Rússia vai continuar com a ofensiva até que a Ucrânia aceite suas condições.
Moscou exige que os ucranianos retirem as forças de grande parte da região leste do Donbass — incluídas áreas ricas em recursos naturais — como requisito para qualquer acordo. Além disso, os russos também desejam o reconhecimento internacional de sua posse sobre as terras tomadas na invasão.
“O que a Rússia tem tentado, dentro dos esforços de guerra, é pressionar a Ucrânia para que ela aceite um acordo, um acordo que necessariamente vai favorecer os russos. Porque é impossível que a gente faça um acordo jurídico-político, com a chancela de potências internacionais como os Estados Unidos, sem reconhecer a situação fática do campo de batalha”, pontua Ferreira.
Caso o diálogo fracasse, a Rússia — que ocupa quase 20% do país vizinho — ameaçou anexar o restante da região de Donetsk. Por sua vez, a Ucrânia afirma que não assinará um acordo que estimule uma nova invasão russa.
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