Internacional Afeganistão deve ter corredor humanitário em até 48 horas

Afeganistão deve ter corredor humanitário em até 48 horas

Autoridades do Qatar conversam com o Talibã para oferecer assistência nas operações do aeroporto da capital Cabul

Agência EFE
Autoridades do Qatar preveem abertura de corredor humanitário no aeroporto de Cabul

Autoridades do Qatar preveem abertura de corredor humanitário no aeroporto de Cabul

AFP

O Qatar espera conseguir abrir um corredor humanitário no aeroporto de Cabul "nas próximas 24 ou 48 horas", afirmou nesta sexta-feira (3) o enviado especial do país, Mutlaq al Qahtani, ao chegar ao Afeganistão.

"Espero nas próximas 24 ou 48 horas a abertura de um corredor para a entrada de ajuda humanitária pelo aeroporto de Cabul e outros abertos, além da liberdade de movimento e a viagem dos estrangeiros e afegãos que têm os documentos necessários para viajar", disse Qahtani à emissora catariana "Al Jazeera".

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O enviado especial falou com a imprensa no aeroporto de Cabul após chegar no terceiro voo do país árabe à capital afegã desde quarta-feira, depois da retirada completa das tropas dos Estados Unidos.

Na quarta e na quinta-feira passadas chegaram outros dois voos com equipes técnicas catarianas para abordar a retomada das operações no aeroporto, que foram interrompidas com a saída dos militares americanos.

Qahtani acrescentou que também pretende falar com os talibãs "sobre várias questões políticas a respeito da transição pacífica do poder e um acordo político no Afeganistão".

O Qatar conversou com os talibãs nos últimos dias para tentar chegar a um acordo no qual ofereceria assistência técnica na operação do aeroporto de Cabul a pedido da Autoridade de Aviação Civil afegã.

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Até a quinta-feira, ainda estavam sendo analisados os danos ocorridos na torre de controle, no chão, nos equipamentos e nas pistas de pouso após a saída das tropas americanas e a tomada das instalações por parte do movimento islâmico em 31 de agosto.

Um gabinete político dos talibãs funciona há anos no Qatar, que atuava como mediador nas negociações no Afeganistão e mantém boa relação com os EUA a ponte de hospedar a principal base militar americana no golfo Pérsico.

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