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Afeganistão faz alerta ao Paquistão após novo confronto na fronteira

Internacional|Do R7

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Por Hamid Shalizi e Mirwais Harooni

CABUL, 6 Mai (Reuters) - O Afeganistão alertou nesta segunda-feira o Paquistão sobre as consequências de eventuais novos confrontos em um trecho disputado da fronteira, horas depois de mais um confronto entre as forças dos dois países.

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O incidente indica uma grave deterioração nas relações entre Afeganistão e Paquistão, dois importantes aliados dos EUA, e ocorre a poucos dias de uma eleição geral paquistanesa.

Em sua declaração mais firme até agora, a chancelaria afegã disse que em caso de "quaisquer novos ataques não provocados por parte das forças paquistanesas, o Paquistão arcará com a responsabilidade por eventuais consequências".

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Não ficou claro se houve baixas no incidente de segunda-feira, que motivou um protesto em Cabul com milhares de pessoas aos gritos de "morte ao Paquistão".

Autoridades afegãs disseram que o confronto começou quando soldados paquistaneses tentavam consertar um portão da fronteira, na província afegã de Nangarhar, onde na semana passada um policial afegão havia sido morto em tiroteio.

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"O confronto desta manhã começou depois que o lado paquistanês continuou a consertar o portão, que ficou danificado no tiroteio anterior", disse Ahmad Zia Abdulzai, porta-voz do governo provincial.

Não se sabe quem atirou primeiro.

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Um funcionário paquistanês disse, sob anonimato, que os soldados afegãos iniciaram o confronto. Já um porta-voz do ministério afegão do Interior culpou o Paquistão. "A construção de postos avançados ou de um portão em solo afegão é ilegal, e vamos fazer o que pudermos para impedir isso", afirmou o porta-voz Sediq Sediqqi.

O Afeganistão diz que o portão, adjacente ao posto militar paquistanês de Gursal, está no seu território.

O Afeganistão e o Paquistão têm relações tensas desde que o Paquistão foi criado, em 1947, ao final do domínio colonial britânico sobre a Índia.

Cabul nunca aceitou oficialmente a fronteira entre os dois países, traçada pela Grã-Bretanha em 1893, atravessando terras habitadas por tribos da etnia pashtun.

Outro motivo de tensão é o apoio que o governo paquistanês deu no passado ao Taliban afegão, que hoje realiza uma insurgência contra o governo do presidente Hamid Karzai.

(Reportagem adicional de Rafiq Sherzad em Jalalabad)

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