Afeganistão nega que território será usado para atacar vizinhos
Governo se disse preocupado com uma explosão de violência na região, e cobrou que americanos e iranianos resolvam os problemas através do diálogo
Internacional|EFE

O governo do Afeganistão, país onde estão milhares de tropas dos Estados Unidos, garantiu que o território não será utilizado para o ataque contra vizinhos, em referência a novos ataques após o que matou Qasem Soleimani, comandante da Força Quds, unidade especial dos Guardiões da Revolução Islâmica, do Irã.
"A República Islâmica do Afeganistão garante ao seu povo e a todos os países da região que, segundo o Acordo de Segurança com os EUA, o solo afegão, sob nenhuma circunstância, será utilizado contra qualquer país estrangeiro", aponta comunicado divulgado nesta quinta-feira.
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Ainda de acordo com a nota, o presidente do país, Ashraf Ghani, conversou por telefone com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, em que o chefe de governo do Afeganistão disse ter informado sobre a não possibilidade de uso do território para qualquer tipo de ação.
O governo afegão, inclusive, se disse preocupado com uma explosão de violência na região, e cobrou que americanos e iranianos resolvam os problemas através do diálogo.
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Apesar da presença das tropas dos Estados Unidos durante os últimos 18 anos, o Afeganistão tem relações normais com os países vizinhos, inclusive, com o Irã.
De acordo com o Pentágono, o ataque realizado nos arredores do aeroporto de Bagdá, no Iraque, tinha como objetivo impedir futuros ataques dos militares iranianos contra diplomatas americanos no Iraque e na região, que estariam sendo planejados.
Além de Soleimani, também morreu o vice-presidente das Forças de Mobilização Popular (FMP), milícia iraquiana majoritariamente xiita, Abu Mahdi al-Muhandis.
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Preocupação no sul da Ásia
Além do Afeganistão, os governos do Paquistão e da Índia também demonstraram preocupação com o desenrolar dos acontecimentos no Oriente Médio, e com as possíveis consequências de um conflito para a região.
Os paquistaneses, em nota, cobraram o cumprimento do respeito à soberania e à integridade territorial, que estão entre os princípios fundamentais da Carta da ONU, e também pediram que não aconteçam ações unilaterais e uso da força.
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O Ministério das Relações Exteriores da Índia, por sua vez, emitiu comunicado em que destaca que "a paz, a estabilidade e a segurança da região são de suma importância para o país, assim, é vital que a tensão não se intensifique ainda mais", aponta o texto.














