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África do Sul enterra o líder Mandela

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Por Ed Cropley

QUNU, África do Sul, 15 Dez (Reuters) - A África do Sul enterrou Nelson Mandela neste domingo, encerrando um capítulo de sua história sofrida e iniciando outro em que a democracia multiracial que ele fundou terá que descobrir se consegue prosperar sem o seu principal pilar.

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O ganhador do Nobel da Paz, que ficou preso durante o Apartheid por 27 anos, antes de emergir para pregar o perdão e a reconciliação no país, foi colocado para descansar na casa de seus ancestrais em Qunu, depois de uma despedida que misturou pompa militar e os ritos tradicionais de seu clã Xhosa abaThembu.

Enquanto seu caixão era abaixado para a sepultura, três helicópteros militares sobrevoavam o cemitério balançando a bandeira sul-africana, rememorando a posse de Mandela como primeiro presidente negro da África do Sul há quase duas décadas.

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Uma bateria de canhões disparou uma salva de 21 tiros, que ecoaram pelas colinas do Cabo Oriental, antes de cinco caças voarem baixo e em formação sobre o vale.

"A sua foi realmente uma longa caminhada até a liberdade, e agora você conseguiu a liberdade definitiva no seio de seu criador", disse um capelão militar durante a cerimônia no jazigo da família, onde três dos filhos de Mandela já estão enterrados.

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Ao lado da sepultura havia 450 parentes, líderes políticos e convidados estrangeiros, incluindo o príncipe Charles, da Grã-Bretanha, o ativista norte-americano de direitos civis o reverendo Jesse Jackson e a apresentadora Oprah Winfrey.

(Reportagem adicional de David Dolan e Olivia Kumwenda-Mtambo, em Joanesburgo)

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