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AIEA visa acordo estrutural com Irã e acesso a base militar

Internacional|Do R7

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Por Fredrik Dahl

VIENA, 15 Jan (Reuters) - A agência nuclear da ONU disse nesta terça-feira que espera ter acesso à base militar de Parchin durante uma visita ao Irã, nesta semana, que visa desbloquear a investigação sobre suspeita de pesquisa de bomba atômica no país islâmico.

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A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) tentará finalizar um acordo estrutural com o Irã nas negociações de quarta-feira em Teerã, que lhe permita relançar seu inquérito, afirmou o vice-diretor geral da AIEA, Herman Nackaerts.

"Estamos abordando essa negociação com um espírito construtivo... e nós confiamos que o Irã trabalhará conosco no mesmo espírito", disse ele no aeroporto de Viena antes de sua equipe partir para Teerã para uma nova rodada do que têm sido negociações infrutíferas.

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Potências mundiais lutando para resolver uma disputa de uma década sobre o trabalho atômico do Irã e evitar a ameaça de uma nova guerra no Oriente Médio vão examinar as conversas entre AIEA e Irã em busca de qualquer indicação de uma prontidão iraniana para finalmente começar a resolver as suas preocupações.

Ainda há incerteza sobre quando as potências --Estados Unidos, França, Alemanha, China, Rússia e Grã-Bretanha-- e o Irã vão retomar suas negociações separadas com intuito de encontrar uma solução diplomática mais ampla.

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Israel, um aliado dos EUA que supostamente tem o único arsenal nuclear do Oriente Médio, ameaçou com ação militar caso a diplomacia e as sanções econômicas destinadas a conter o programa iraniano de enriquecimento de urânio não resolvam o impasse.

O Irã, um grande produtor e explorador de petróleo, diz que seu trabalho nuclear é um projeto inteiramente pacífico para gerar uma fonte alternativa de energia para uma população em rápida expansão.

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A AIEA, cuja missão é impedir a disseminação de armas nucleares no mundo, vem tentando há um ano negociar uma chamada abordagem estruturada com Teerã que lhe daria acesso a locais, funcionários e documentos no Irã.

Tanto a AIEA quanto Teerã disseram que houve progresso na sua última reunião, em meados de dezembro.

"Estamos com o objetivo de finalizar a abordagem estruturada para resolver as questões pendentes sobre as possíveis dimensões militares do programa nuclear do Irã", disse Nackaerts.

A prioridade imediata da AIEA é visitar a base militar Parchin, a sudeste de Teerã, onde se suspeita que testes explosivos relevantes para armas nucleares podem ter ocorrido, talvez uma década atrás. O Irã nega a acusação.

"Nós esperamos ser autorizados a ir a Parchin e se o acesso for concedido, vamos agradecer a chance de fazer isso", disse Nackaerts. "Estamos prontos para ir."

Alguns membros da equipe da AIEA carregavam pastas metálicas, aparentemente com o equipamento que seria necessário para inspecionar Parchin em busca de quaisquer vestígios de atividade relacionada com armamento nuclear ilícito lá.

Diplomatas ocidentais dizem que o Irã tem trabalhado desde o ano passado para limpar Parchin de qualquer evidência incriminatória, mas o chefe da AIEA, Yukiya Amano, disse no ano passado que uma visita ainda seria útil.

O Irã, que rejeita as acusações de uma tentativa disfarçada de desenvolver os meios e tecnologias necessários para produzir armas nucleares, diz que deve primeiro chegar a um acordo estrutural com a AIEA sobre a forma como o inquérito deve ser feito antes de fornecer qualquer acesso a Parchin.

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