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Alvo de atentado, jornal Charlie Hebdo terá edição especial para marcar um ano de ataque

Homens armados atacaram os escritórios da publicação em Paris, matando 12 pessoas

Internacional|Da Agência Brasil

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Publicação vende cerca de 10 mil cópias internacionalmente e aproximadamente 100 mil nas bancas francesas
Publicação vende cerca de 10 mil cópias internacionalmente e aproximadamente 100 mil nas bancas francesas

O jornal satírico francês Charlie Hebdo anunciou hoje (31) que vai lançar uma edição especial para marcar o primeiro aniversário do atentado à sua redação, que deixou 12 pessoas mortas.

A edição especial, com 32 páginas, terá uma seleção de caricaturas dos cartunistas que morreram no ataque e dos que integram atualmente a redação, além mensagens de apoio às famílias.


A publicação será lançada na próxima quarta-feira (6), véspera do primeiro aniversário do atentado, com quase um milhão de exemplares.

No dia 7 de janeiro de 2015, dois homens armados atacaram os escritórios do Charlie Hebdo, em Paris, matando 12 pessoas.


O atentado ocorreu depois que o jornal publicou um número especial sobre as primeiras eleições na Tunísia, após a destituição do presidente Zine el Abidine Ben Ali, vencida pelo partido islamita Ennahda, no qual o profeta Maomé era retratado como “redator principal”.

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Uma semana depois do atentado, o Charlie Hebdo lançou uma edição preparada pelos sobreviventes do ataque terrorista, que vendeu o recorde de 7,5 milhões de cópias e impulsionou a circulação do semanário.

O Charlie Hebdo afirmou que já recebeu muitas encomendas do número especial de outros países, incluindo 50 mil exemplares para a Alemanha.


Atualmente, a publicação vende cerca de 10 mil cópias internacionalmente e aproximadamente 100 mil nas bancas francesas.

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A publicação do número especial ocorre em um momento de crescente receio quanto a ataques terroristas na Europa, depois que jihadistas ligados ao movimento extremista Estado Islâmico mataram 130 pessoas, em Paris, em meados de novembro, em atentados coordenados.

Na Bélgica, a cidade de Bruxelas cancelou, nesta quarta-feira, as festas previstas para a passagem de ano, devido ao receio de um eventual atentado na cidade belga, que tem 1,2 milhão de habitantes e sedia a União Europeia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte.

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