Ameaça dos EUA de bloquear Ormuz pressiona preço do petróleo, que ultrapassa US$ 100
Aviso norte-americano foi feito após as negociações com o Irã não avançarem
Internacional|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Em meio à ameaça dos Estados Unidos de bloquear o estreito de Ormuz, o preço do barril de Brent (como é chamada a referência para o preço do petróleo) ultrapassou US$ 100. Por volta das 8h30, o produto era vendido a US$ 102,29, um aumento de 41% quando comparado a um dia antes dos ataques dos EUA ao Irã, quando o barril era vendido a US$ 72,48.
O aviso norte-americano foi feito após as negociações com o Irã não avançarem. Representantes dos dois países se reuniram neste domingo (12) para discutir as condições para um possível cessar-fogo. Apesar das 20 horas de reunião, os iranianos não aceitaram abandonar o programa de energia nuclear, uma das exigências de Donald Trump.
No estreito, transitam cerca de 20% do petróleo consumido globalmente. Além dos riscos para os EUA e Irã, a interrupção do fluxo também pode pressionar os preços no Brasil.
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A instabilidade na rota, majoritariamente controlada pelo Irã, tende a ampliar a volatilidade nos mercados internacionais e a pressionar os preços da commodity, com potenciais efeitos sobre a economia global em termos de inflação, juros e crescimento econômico.
Segundo o governo dos EUA, o bloqueio servirá para interceptar todas as embarcações em águas internacionais que tenham pago pedágio ao Irã.
Plano do governo
Em meio à escalada dos preços do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio, o governo brasileiro lançou um pacote para conter o avanço dos combustíveis, com medidas como a subvenção de até R$ 1,20 por litro para a importação de diesel. A iniciativa busca aliviar a inflação e o custo de vida no curto prazo, mas reacende o debate sobre os efeitos colaterais de intervenções desse tipo na economia brasileira.
Na avaliação do economista Hugo Garbe, esse tipo de ação costuma ter impacto imediato relevante sobre os preços. “No curto prazo, elas podem gerar alívio ao consumidor e ajudar a conter o avanço do IPCA, já que o combustível impacta diretamente transporte, alimentos e serviços”, afirma. Segundo ele, o efeito ganha ainda mais peso em momentos de volatilidade internacional e pressão cambial.
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