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Ameaçada, diretora da revista 'Charlie Hebdo' é obrigada a fugir de casa

Diretora de recursos humanos da revista francesa teve que deixar sua casa, devido a ameaças contra ela no processo do ataque à publicação

Internacional|Da EFE

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O ataque, ocorrido em 7 de janeiro de 2015, deixou um total de 17 vítimas
O ataque, ocorrido em 7 de janeiro de 2015, deixou um total de 17 vítimas

A diretora de recursos humanos da revista francesa Charlie Hebdo teve que deixar sua casa na semana passada, devido a ameaças contra ela no processo do ataque jihadista à publicação, em janeiro de 2015, iniciado há três semanas.

Em declarações divulgadas nesta terça-feira (22) pela estação de rádio France Info, Marika Bret explicou que, diante da gravidade das ameaças - que não foram relatadas em detalhes por motivos de segurança, - os policiais que a protegem anunciaram há oito dias que ela tinha "dez minutos para fazer as malas e sair de casa".

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Marika acrescentou que ela foi ficar com amigos que, segundo ela, a viram como uma "refugiada política".

A diretora lembrou que vem recebendo proteção policial há cinco anos e que nestas condições, confia nos seus conselhos e instruções dos agentes.

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"Eles me explicaram que provavelmente nunca mais voltarei para minha casa", disse ela.

Marika Bret explicou que decidiu divulgar estes acontecimentos para "mostrar em que clima de ódio nos encontramos e quais as consequências desse clima".

O ataque contra o Charlie Hebdo, ocorrido em 7 de janeiro de 2015, deixou um total de 17 vítimas.

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