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Análise: avanço das negociações entre EUA e Irã é positivo, mas acordo precisa sair logo

EUA querem impedir programa nuclear iraniano; pesquisador afirma proximidade de navios russos para ‘exercícios conjuntos’

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Negociações entre EUA e Irã sobre programa nuclear avançaram, mas ainda não têm fim definido.
  • Chanceler iraniano informou que houve consenso sobre os principais termos do acordo.
  • Especialista considera o avanço positivo, mas ressalta que declaração dos EUA é inaceitável para o Irã.
  • Navios russos estão se aproximando para exercícios conjuntos com militares iranianos, complicando o cenário geopolítico.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

As negociações dos EUA com o Irã sobre o programa nuclear iraniano avançaram, mas ainda não chegaram ao fim. O chanceler iraniano disse que os países chegaram a um consenso sobre os principais termos do acordo, mas ainda não há uma data para a terceira rodada de conversas.

Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (18), o pesquisador do Núcleo de Estudos dos Países Brics Lier Ferreira avalia esse avanço nas conversas entre os países de forma positiva: “De algum modo as portas continuam abertas para uma negociação”, diz.


Segundo o especialista, a declaração de que os EUA impedirão o Irã de desenvolver um programa nuclear “de um modo ou de outro” é inaceitável para as autoridades iranianas.

“Imagens que foram veiculadas na imprensa internacional mostraram, inclusive, cenas em que mísseis iranianos atingem alvos de pequeno calado [...], mostrando a alta precisão desses mísseis”, aponta.


Lier ainda complementa dizendo que navios russos estão se aproximando da região para “exercícios conjuntos entre militares russos e militares iranianos”. Esse “xadrez geopolítico” formado pela relação entre EUA e Irã é complexo e, quanto antes as partes chegarem a um acordo, melhor.

O que é importante é que esse acordo de paz possa ser alcançado antes do acirramento das questões militares [...]. Forças navais muito poderosas dos Estados Unidos já estão presentes na região. Isso geraria uma escalada de tensões cujos efeitos seriam absolutamente danosos para o mundo como um todo”, conclui.

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