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Governo Trump avalia afrouxar regras sobre embarcações para combater alta do combustível

Altos preços da gasolina estão criando desafios políticos para Trump, especialmente com as eleições legislativas se aproximando

Internacional|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo de Donald Trump considera suspender temporariamente a Jones Act para facilitar o transporte de energia e produtos agrícolas nos EUA.
  • A medida visa combater a alta dos preços do combustível e interrupções de fornecimento devido à guerra com o Irã.
  • Os preços médios da gasolina já ultrapassaram US$3,60 o galão, levantando preocupações políticas para o presidente e seu partido.
  • A isenção permitiria que navios estrangeiros transportassem combustíveis, potencialmente acelerando entregas e reduzindo custos em regiões dependentes de importações.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Navio de contêineres atracado no porto de Los Angeles
A isenção permitiria que navios estrangeiros transportassem combustíveis Caroline Brehman/Reuters - 10.03.2026

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia suspender temporariamente as exigências da centenária lei sobre transporte marítimo conhecida como Jones Act para garantir que as remessas de energia e agrícolas possam circular livremente entre os portos dos EUA, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, nesta quinta-feira (12).

A medida seria uma tentativa de combater as interrupções de fornecimento relacionadas à guerra dos EUA e de Israel com o Irã.

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“No interesse da defesa nacional, a Casa Branca está considerando suspender a Jones Act por um período limitado de tempo para garantir que produtos vitais de energia e produtos agrícolas essenciais fluam livremente para os portos dos EUA”, disse Leavitt em um comunicado.

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“Essa ação ainda não foi finalizada”, acrescentou.

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O anúncio de uma isenção de 30 dias poderia ser feito já nesta quinta-feira, disseram à Reuters duas fontes familiarizadas com a iniciativa, e teria como objetivo combater a alta dos preços dos combustíveis e outras interrupções desde o início da guerra.

Os altos preços da gasolina acarretam riscos políticos significativos para Trump e seus pares republicanos, que há muito argumentam que suas políticas de energia manteriam o combustível acessível para os consumidores norte-americanos.

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Um aumento sustentado nos preços nas bombas poderia minar essa mensagem e alimentar as críticas dos democratas de que o governo não conseguiu proteger as famílias dos custos mais altos, principalmente porque os eleitores continuam sensíveis à inflação antes das eleições legislativas de meio de mandato em novembro.

Os preços médios nacionais de varejo da gasolina nos EUA atingiram US$3,60 (aproximadamente R$ 18,7, na cotação atual) o galão nesta quinta-feira, pela primeira vez desde maio de 2024, enquanto os preços do diesel atingiram US$ 4,89 (cerca de R$ 25,45, na cotação atual) o galão, o mais alto desde dezembro de 2022, segundo dados da associação de motoristas AAA.

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Trump tem analisado ideias para domar os preços da energia, mas analistas e especialistas em energia dizem que ele tem poucas opções significativas enquanto o Irã continuar a atacar navios petroleiros no Estreito de Ormuz, a estreita via navegável na costa do Irã pela qual cerca de um quinto do petróleo do mundo normalmente flui.

De acordo com a Jones Act, as mercadorias transportadas entre portos dos EUA devem ser levadas por embarcações construídas e com bandeira dos EUA e, em sua maioria, de propriedade dos EUA.

Essa exigência limita drasticamente o número de navios-tanque disponíveis para remessas domésticas.

A isenção temporária da regra permitiria que navios estrangeiros transportassem combustível entre os portos dos EUA, o que poderia reduzir os custos de transporte e acelerar as entregas.

A isenção da Jones Act não terá um grande impacto sobre os preços da gasolina, mas poderá ajudar a desacelerar os aumentos em regiões que dependem de importações, como a Costa Oeste e o Nordeste, de acordo com Patrick De Haan, analista da GasBuddy, empresa de monitoramento de preços de combustíveis.

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