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Análise: decisão de não classificar facções como terroristas pode deixar Brasil isolado

Aliança que reúne EUA e países da América Latina se comprometeu a adotar medidas contra 24 grupos criminosos, entre eles o PCC e o CV

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Aliança "Escudo das Américas" visa combater 24 grupos criminosos, incluindo PCC e CV, com medidas como congelamento de bens e restrição de vistos.
  • Fundada por Donald Trump, a coalizão busca impedir ameaças à América, com apoio de 15 países, como Argentina e Colômbia.
  • Paulo Velasco critica postura hegemônica dos EUA e aliança, que diverge da abordagem tradicional do Brasil contra o crime.
  • Decisão de não classificar facções como terroristas pode isolar o Brasil e pressionar sua posição na segurança regional.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A aliança “Escudo das Américas”, que reúne Estados Unidos e países da América Latina alinhados ideologicamente, comprometeu-se a adotar medidas contra 24 grupos criminosos, entre eles o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho). O compromisso fala em congelamento de bens, restrição de vistos, responsabilização criminal e “outras medidas”. Assinam o texto 15 países, entre eles a Argentina e a Colômbia.

A coalizão foi fundada em março, por iniciativa de Donald Trump. No discurso na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), o presidente dos EUA afirmou que Washington não vai mais permitir que as ameaças contra a América ganhem terreno em nenhum lugar do hemisfério ocidental. Ele ainda ameaçou usar o poderio militar norte-americano em ações de combate.

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Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (23), Paulo Velasco, professor de política internacional, afirma que a aliança “é uma postura hegemônica do Trump, mas que já conta com muitos países alinhados ideologicamente aos seus interesses, convergindo com esse tipo de postura que não vai na linha daquilo que o Brasil pensa tradicionalmente acerca da melhor maneira de combater o crime, que não é efetivamente pela via da militarização, muito menos a partir dessas iniciativas de simples caracterização das facções como grupos terroristas”.

Segundo Velasco, a decisão deixa o Brasil “cada vez mais isolado”, o que causa desafios aos interesses brasileiros na região. “Então, é um Brasil mais pressionado nessa questão da segurança hemisférica regional, com vários outros países, além dos Estados Unidos, já buscando a caracterização do PCC e do Comando Vermelho como grupos terroristas. O Brasil entende que esse não é o melhor caminho, não é a melhor maneira de desarticular esses grupos”, diz.

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