Análise: embate entre França e China lembra a velha política do ‘empobrece o teu vizinho’
Vitelio Brustolin critica protecionismo atual, que lembra a década de 1930: ‘Guerra comercial só torna o ambiente todo mais instável"
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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A guerra comercial entre China e França se agravou após Pequim anunciar que pode começar investigações sobre vinhos franceses ou impor tarifas recíprocas sobre produtos da União Europeia caso o governo francês adote práticas protecionistas que “violariam as regras da Organização Mundial do Comércio”, como reportou a mídia chinesa.
Além do embate, nesta semana a Comissão Europeia aprovou o pedido de isenção das tarifas de uma montadora de carros elétricos da potência oriental. Agora, as empresas chinesas estudam a possibilidade de solicitar acordos semelhantes para os modelos que desejam exportar para a Europa.
No Conexão Record News desta quarta (11), o especialista em relações internacionais Vitelio Brustolin explicou que as medidas francesas abordadas no documento não diferem muito da estratégia comercial que a China possui. “Há muitos anos os Estados Unidos acusam a China de desvalorizar o yuan — moeda chinesa — para ficar mais competitiva. E agora a França está dizendo que deveriam desvalorizar o euro para fazer justamente o que a China faz”.
Ele compara as ações às “políticas de empobrecer os vizinhos”, adotadas durante a década de 1930: “A questão é que esse protecionismo não ajuda ninguém, só prejudica. E essa é uma onda que o Trump trouxe nesse segundo mandato dele”.
O especialista também diz que a UE acusa a China de dumping, um método que consiste em produzir mercadorias abaixo do preço de custo para destruir a concorrência e então dominar o mercado.
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