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Análise: Gaza perdeu relevância no cenário internacional e vive situação delicada

Karina Calandrin aponta que, três anos após início do conflito, região vive impasse sem alternativa viável ao Hamas

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ataque do Hamas contra Israel em 2023 resultou em 1.200 mortes e 251 reféns levados para Gaza.
  • A resposta israelense causou mais de 67 mil mortes palestinas, com a reconstrução condicionada à entrega de armas pelo Hamas.
  • Fatores como impasses eleitorais em Israel e EUA e a crise no Irã contribuíram para a perda de relevância de Gaza no cenário internacional.
  • A falta de uma alternativa ao Hamas e o enfraquecimento da Autoridade Palestina agravam a situação delicada e humanitária em Gaza.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

No dia 7 de outubro de 2023, o ataque liderado pelo Hamas contra Israel matou cerca de 1.200 pessoas e levou outras 251 como reféns para a Faixa de Gaza. A resposta israelense desde então já deixou mais de 67 mil palestinos mortos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, sendo mais de mil no último ano, em que vigora o cessar-fogo. A reconstrução só começa quando o grupo terrorista Hamas entregar as armas; enquanto isso, a grave crise humanitária persiste na região.

Em entrevista ao Jornal da Record News, a professora de relações internacionais Karina Calandrin explica que impasses eleitorais de Benjamin Netanyahu, em Israel, e Donald Trump, nos Estados Unidos, podem interferir na reconstrução, mas existem outras razões: “[As eleições] têm uma parcela importante, porém, o cessar-fogo aconteceu há um ano e, nesse um ano, as eleições já estavam previstas para acontecer, então poderia ter acontecido algo nesse período de um ano.

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Karina detalha que os principais motivos são a “falta de interesse dos dois países e o conflito que se estendeu no Irã a partir de março deste ano e que levou a uma crise internacional pelo fechamento do estreito de Ormuz”. Assim, a professora conclui que a “Faixa de Gaza acabou perdendo a relevância para esses países e até mesmo para outros atores regionais que poderiam ter uma influência”.

Ainda segundo a professora, contribui para a situação difícil de Gaza a ausência de uma alternativa viável para o Hamas. Com o enfraquecimento da Autoridade Palestina, pontua, uma eventual saída do grupo extremista resultaria num vácuo de poder que poderia ter como consequência a ascensão de outro grupo radical. “Então é uma situação muito delicada e que não melhora a vida da população civil que sofre e tem sofrido há tanto tempo, seja nas mãos do Hamas ou desde o início da guerra com a destruição material da Faixa de Gaza”, completa.

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