Análise: Israel não vai descansar enquanto não vingar com sangue o 7 de outubro
Ricardo Cabral analisa clima político em Tel Aviv três anos após ataque do Hamas
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
No dia que marca três anos do ataque do Hamas, que deixou mais de 1.200 mortos no sul de Israel, as cerimônias acontecem sob segurança reforçada. A três semanas das eleições gerais, o ministro da Defesa israelense alertou que o Exército estava em alerta devido a informações “de inteligência sobre as intenções do grupo de tentar realizar ataques e operações terroristas”.
Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (7), o especialista em estratégia e segurança internacional Ricardo Cabral pondera sobre os alertas feitos em relação às ações que completam três anos, mas que teriam sido ignoradas pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. “Isso é uma discussão que pesa contra ele demais, porque o Mossad recebeu essa inteligência, mas basicamente de dois aliados que Israel não considera confiáveis, o Egito e o Catar”, explica Cabral.
Ele ainda destaca que o discurso que predomina hoje na sociedade israelense é o de vingança. “Eles falam muito da dor, do massacre, falam em choro, mas a palavra que tem hoje lá não é bem essa, a palavra é vingança, vingança de sangue. Não serão esquecidos e serão vingados. Israel não vai descansar enquanto não punir com sangue aqueles que mataram israelenses.”
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