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Análise: jovens iranianos não têm afinidade com Revolução Islâmica nem concordam com um país que apoia o terrorismo

Igor Lucena fala sobre possibilidade de onda migratória em meio às tensões no país persa

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Vários países, incluindo Itália e Portugal, estão reduzindo sua presença diplomática no Irã devido à repressão brutal do regime contra os protestos.
  • A crise econômica e a inflação elevada são fatores que incentivam a população a deixar o país, apesar do medo imposto pelo regime autoritário.
  • O apoio do Irã a grupos terroristas, como Hamas e Hezbollah, aumenta a pressão interna e externa sobre o governo, levando a mais manifestações populares.
  • Os jovens, que não viveram os períodos de revolução anteriores, estão se mobilizando contra a situação atual, buscando um futuro melhor.

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A violência com a qual o governo do aiatolá Ali Khamenei tem respondido às manifestações que ocorrem pelo país tem motivado o afastamento de vários países. A Itália anunciou a redução da presença diplomática na nação. Já Portugal anunciou o fechamento temporário da embaixada em Teerã após convocar o embaixador do Irã para prestar esclarecimentos contra as ações do regime. Segundo o Ministério das Relações Exteriores de Portugal, oito cidadãos portugueses já haviam deixado o país e outros se preparavam para fazer o mesmo. Dentro do Irã, cada vez mais moradores cogitam sair do local.

Governo de Ali Khamenei tem sido duramente criticado e enfrenta protestos em todo o país Reprodução/ Record News - 26.06.2025

O economista e doutor em relações internacionais Igor Lucena acredita que, no momento, muitas pessoas decidem por não imigrar por conta do medo imposto pelo regime. “De uma maneira geral, a população está um pouco sem saber o que fazer. O que pode provocar muito mais esse êxodo, acho que é a questão econômica, acho que a crise econômica com inflação acima de 40% e as chamadas guildas comerciais, ou os blocos comerciais, antigas parceiras do governo, agora estarem contra ele”, afirma em entrevista ao Conexão Record News desta quinta (15).


Na opinião do economista, a Europa e os Estados Unidos devem aumentar as sanções no futuro, o que levaria ao cenário levantado pelo especialista e dificultaria a manutenção do sistema com o apoio da Rússia e China, aliados do aiatolá. Fora isso, ele acredita que a falta de confiança internacional em volta da força do regime deixa o futuro político do Irã ainda mais imprevisível.

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Lucena aponta que algo interessante dos protestos é que uma parcela da população que participa deles hoje é composta por jovens e adolescente, que não estavam presentes durante o período da monarquia no Irã e, dessa forma, não têm afinidade com a Revolução Islâmica. “Para eles é muito difícil conviver com a atual situação sabendo que tudo poderia ser mais fácil na sua vida”.


Além da vida em um regime e o custo de vida alto no país, o entrevista enxerga que o apoio a grupos terroristas é outro fator que motiva os protestos: “O mundo inteiro hoje sabe que o Irã bancou o Hamas, o Hezbollah, os Houthis etc [...] Então é visto como um país que apoia diretamente o terrorismo internacional. E a população não quer ser vista dessa maneira”.

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