Análise: ofensiva de Trump contra sistema eleitoral revela preocupação com queda de popularidade
Presidente afirmou que as eleições norte-americanas são ‘motivo de chacota no mundo todo’, pois seriam supostamente fraudadas
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O segundo ano do mandato de Donald Trump também marca a vinda das midterms, as eleições que ocorrem em novembro e definem os representantes da Câmara e do Senado americano, que em conjunto representam o poder legislativo do país. Com o assunto sendo cada vez mais comentado, o presidente afirmou nesta semana que as eleições norte-americanas são motivo de chacota no mundo todo, pois seriam supostamente fraudadas.
Nas redes sociais, ele defendeu uma proposta chamada de Lei para salvar a América. O projeto possui três pontos: a exigência de apresentação de documento, de identificação por todos os eleitores, aprovação de cidadania americana no momento do registro para votar e proibição do voto por correio, exceto para casos extremos como doença.

As mudanças, entretanto, talvez não parem por aí. Representes do Partido Democrata, oposto ao de Trump, afirmam que o presidente irá tentar tomar medidas para reverter o resultado das midterms caso os republicanos percam cadeiras no Congresso. De acordo com professor de relações internacionais da ESPM Leonardo Trevisan, a postura que o presidente norte-americano está adotando revela o desespero que sente com a crise de popularidade que sofre nos EUA.
“Se Trump perder uma das Casas, tanto o Senado quanto a Câmara, ele terá o seu mandato reduzido. Não seria nem preciso fazer um impeachment dele, pois ele não conseguirá fazer mais nada”, afirma durante o Conexão Record News desta segunda (9).
De acordo com o especialista, um dos principais motivos que têm diminuído a popularidade do líder é o alto custo de vida dos EUA. “A inflação sobe, o salário não dá até o fim do mês [...] quem paga as tarifas, no fim de contas, é o consumidor americano”.
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Trevisan exemplifica com o preço da carne bovina no país. Mesmo após o presidente ter retirado a tarifa contra a mercadoria vinda do Brasil, ela segue com um aumento de preço de quase 15%. A baixa produção nacional também contribui para esse valor, já que segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, a nação está com o menor rebanho em 75 anos.
Trevisan conclui que esse medo incentivaria Trump a ir contra a própria constituição americana, pois ele tentaria desmontar o modelo de federação seguido pelo país desde 1776, quando foi fundado. “Lá cada estado é dono do próprio nariz. Então Trump estaria brincando com fogo. Ele vai conseguir fazer isso? Depende da Suprema Corte”, avalia o professor.
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