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Análise: participação de Trump coloca Davos em xeque e representação do Brasil é ‘muito negativa’

Especialista acredita que Fórum Econômico Mundial terá poucos consensos nesta edição

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Fórum Econômico Mundial iniciou em Davos com mais de 3 mil delegados de 130 países.
  • Especialistas acreditam que haverá poucos consensos e acordos durante o evento.
  • A presença de Donald Trump é vista como uma ameaça à multilateralidade do encontro.
  • A representação do Brasil, feita por Esther Dweck, é criticada por não ter um líder oficial como Lula ou o ministro da economia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Fórum Econômico Mundial começou nesta segunda (19) em Davos, na Suíça, e vai até sexta-feira (23). Mais de 3.000 delegados de 130 países, incluindo 64 chefes do Estado e de governo, participam do encontro. O tema da edição é o espírito de diálogo com debates sobre desafios geopolíticos, econômicos e tecnológicos.

A realidade, entretanto, não poderia estar mais distante: “Esse será talvez o Fórum Econômico Mundial mais difícil de se ter consensos e documentos oficiais. Acho que cada um vai procurar a sua própria visão de mundo.”, afirma o economista e doutor em relações internacionais Igor Lucena durante o Conexão Record News desta terça (20).


Na opinião do entrevistado, a situação atual de Davos é complicada devido à multilateralidade do encontro que entra em embate com a presença de Donald Trump: “O presidente Trump vai estar presente colocando tudo isso em xeque. Ele impõe uma espécie de nova arquitetura internacional, a qual a grande maioria desses países não concorda”.

Fora o comparecimento do norte-americano, Lucena também critica a postura adotada pelo Brasil durante o evento. O país é representado pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. Segundo Lucena, o ideal seria ter um membro oficial, como o presidente Lula ou o ministro da Economia, Fernando Haddad: “Isso mostra que o Brasil não tem o que oferecer do ponto de vista fiscal e econômico. Estamos com problemas fiscais grandes, a comunidade internacional não reconhece o Brasil como um exemplo fiscal ou de investimento com aumento da carga tributária”.

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