Análise: Rússia vai continuar ‘castigando’ população civil ucraniana durante negociações
Ofensiva contra estruturas energéticas do vizinho deixou parte da população sem aquecimento em temperaturas de −25 °C
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O presidente Volodymyr Zelensky acusou a Rússia de desrespeitar os esforços de paz dos Estados Unidos ao lançar novos ataques contra o setor energético ucraniano nos últimos dias. O político afirmou que vai conversar com autoridades americanas para discutir as consequências a Moscou depois do ataque.
A ofensiva russa lançou mais de 500 drones e mísseis contra oito regiões do país vizinho, deixando milhares de famílias sem aquecimento em pleno inverno, com temperaturas que chegam a −25 °C.

Durante uma coletiva com o Secretário-Geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Zelensky também relatou a realização de conversas sobre o fornecimento rápido de equipamentos de defesa aérea e licenças para produção de armas americanas na Europa.
Na visão de Lier Ferreira, pesquisador da UFF (Universidade Federal Fluminense), “castigar” a população civil é um movimento clássico de grandes potências em contexto de guerras, principalmente para pressionar acordos com as nações mais fracas em um conflito. Ele ressalta que, mesmo com negociações entre Moscou e Kiev acontecendo em Abu Dhabi, os russos devem continuar com os ataques nos próximos dias.
“Ao passo em que as negociações continuem a Abu Dhabi e é fundamental que essas negociações permaneçam e que elas possam avançar e finalmente chegar a um termo realista para o final desse conflito, a gente sabe que nesse meio-tempo a Rússia vai continuar castigando a Ucrânia, atingindo setores econômicos, e o setor de energia é estratégico tanto para a sobrevivência e o bem-estar dos civis”, comenta Ferreira em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (4).
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Outro ator importante nas negociações destacado pelo pesquisador são os Estados Unidos, que, apesar de realizar pressões econômicas e diplomáticas, acaba com seu poder limitado, principalmente com a iminência do fim do acordo Tratado Novo Start com o Kremlin, que vence nesta quarta.
“Estamos num momento de fragilização das relações bélico-nucleares entre Estados Unidos e a Rússia por conta do vencimento dos tratados do New Start. Então, enquanto isso acontece, as condições de pressão dos Estados Unidos sobre a Rússia são muito limitadas, até porque nós sabemos que os russos contam com o apoio incondicional da China, inclusive do ponto de vista financeiro”, finaliza.
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