Análise: sanções sozinhas não são suficientes para parar conflito entre Rússia e Ucrânia
Senadores dos EUA criticaram Donald Trump por não intensificar embargos contra Moscou
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Senadores democratas da Comissão Bancária do Senado dos Estados Unidos criticaram Donald Trump por não intensificar as sanções contra a Rússia. Em uma análise divulgada nesta semana, os membros da comissão identificaram centenas de alvos potenciais que, segundo eles, Trump poderia ter sancionado no ano passado.
Eles afirmam que a União Europeia anunciou quase 900 alvos em 2025, em comparação com apenas dois para os EUA. Os pacotes de sanções são vistos como uma maneira de pressionar Moscou pelo fim da guerra.

No entanto, Trump pressionou a Ucrânia para que concordasse com um acordo de cessar-fogo que poderia incluir concessões de territórios ocupados pelas tropas russas. A Casa Branca não se manifestou sobre o assunto.
Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (25), Giovana Branco, doutoranda de ciência política e pesquisadora de política russa, ressalta que a Rússia, atualmente, é o país mais sancionado do mundo. “Mas, depois de quatro anos dessa crise, já fica muito claro quanto as sanções sozinhas não são suficientes para parar esse conflito armado”, diz.
Segundo Giovana, existe uma divisão no bloco ocidental. Enquanto a UE mantém pressão em relação às sanções à Rússia, Washington tem tentado aproximar Putin e Trump para chegarem a algum acordo, aumentando também a pressão em relação à Ucrânia.
Sobre as sanções, a pesquisadora explica que a Rússia não foi tão prejudicada quanto as estimativas iniciais. “Parceiros ocidentais continuam comprando o petróleo da Rússia por meio da Índia e também a Rússia tem uma grande reserva de ouro nos seus bancos centrais, o que faz com que ela seja menos suscetível a variações do preço do dólar”, pontua.
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