Análise: totalitarismo vence na Rússia diante da fragilidade da ONU
Partido de Putin conseguiu recorde de cadeiras no parlamento, com críticos excluídos do pleito
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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As eleições legislativas russas, encerradas neste domingo (20), deixaram visível que não há nenhum sinal de democracia no país, aponta o professor de relações internacionais Leonardo Trevisan. Segundo a apuração divulgada nesta segunda (21), o partido Rússia Unida, do presidente Vladimir Putin, conseguiu um número recorde de 355 cadeiras na câmara baixa do parlamento. As eleições não contaram com a participação de partidos críticos ao líder, que foram barrados do pleito.
“Fazer eleições na Rússia ou não fazê-las dá no mesmo”, argumenta o especialista em entrevista ao Conexão Record News. “Não há dúvida nenhuma de que nós estamos vendo uma vitória de uma visão de mundo absolutamente totalitária, autoritária. Essas eleições na Rússia e também nas áreas ocupadas na Ucrânia sedimentam esse autoritarismo.” Segundo Trevisan, a movimentação é ameaçadora para o resto do mundo, especialmente diante do enfraquecimento de organismos internacionais como a ONU.
“O mundo está percebendo isso e a Europa está percebendo isso, e isso tem um tom ameaçador para o restante do mundo. É nesse contexto que a gente precisa observar que a fragilidade da ONU torna essa situação ainda pior”, diz.
O Kremlin mantém um controle rigoroso sobre o sistema político do país, o que inclui proibições de críticas à campanha militar na Ucrânia. Estas foram as primeiras eleições legislativas na Rússia desde o início da guerra no leste europeu. O partido Rússia Unida domina a política russa desde o início dos anos 2000, quando Putin ascendeu ao poder.
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