Análise: Ucrânia e Europa temem possível ‘caminho aberto’ para a Rússia até Kiev
Negociadores se reúnem em Genebra para discutir um acordo de paz entre os dois países
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Negociadores voltaram a se reunir nesta terça-feira (17) para buscar um acordo para o fim na guerra na Ucrânia. Membros dos governos russo, americano e ucraniano devem ficar em Genebra, na Suíça, até a quinta-feira (19) para tentar alcançar o objetivo.
Com as negociações acontecendo em meio a ataques de ambos os lados, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a ideia é discutir uma gama mais ampla de questões, incluindo territórios. Porém, para Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), a cessão de localidades ocupadas é o ponto mais delicado da discussão.

Em entrevista ao Conexão Record News desta terça, o professor destaca que, com cerca de 600 mil soldados mortos no conflito, a ideia de renunciar a territórios é algo impensável para o presidente Volodymyr Zelensky.
Outro ponto de preocupação, tanto para Zelensky como para os europeus, é a aproximação de Moscou da capital ucraniana, o que poderia representar futuras invasões a outros países.
“O caminho para Kiev está aberto. As potências europeias olham para isso e dizem: ‘Espera aí, se ele for até Kiev, quem é que garante que ele não vai até a Polônia? Quem é que não garante que ele não vai querer a Hungria?’. Então, quando nós olhamos para isso e reconstruindo a antiga, falecida, União Soviética, então há uma amarra forte aí”, comenta Trevisan.
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O professor também pontua que, por ter noção dessa posição, a Rússia negocia com menos concessões e aproveita para atacar estruturas energéticas ucranianas como forma de pressão para um acordo mais favorável para o seu lado.
“Então, quando nós olhamos para isso, é o [Vladimir] Putin avisando: ‘Eu posso fazer mais’, é os Estados Unidos dizendo: ‘Rússia e Ucrânia sentem na mesa para negociar’ e é, de alguma forma, a Europa olhando para isso muito preocupada”, conclui o internacionalista.
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