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Anistia Internacional diz que Iraque e aliados violaram lei internacional em batalha de Mosul

Internacional|Do R7

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ERBIL, Iraque (Reuters) - A Anistia Internacional disse nesta terça-feira que identificou um padrão de ataques de forças do Iraque e da coalizão liderada pelos Estados Unidos que as apoiou na batalha por Mosul que violaram a lei humanitária internacional e podem equivaler a crimes de guerra.

O grupo de direitos humanos disse em um relatório que o grupo militante Estado Islâmico violou a mesma lei de forma flagrante, já que ameaçou a vida de civis deliberadamente para proteger seus combatentes e impedir o avanço das forças iraquianas e da coalizão.

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O primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, declarou vitória em Mosul na segunda-feira, três anos depois de o Estado Islâmico tomar a cidade e transformá-la no bastião de um "califado" que disse que iria dominar o mundo.

Uma aliança de 100 mil efetivos de unidades do governo iraquiano, combatentes curdos peshmerga e milícias xiitas lançaram a ofensiva em outubro, com apoio aéreo e terrestre crucial da coalizão internacional.

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A maior parte de Mosul foi destruída durante os combates intensos de rua em rua, milhares de civis foram mortos e quase um milhão de pessoas fugiu de casa, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).

A Anistia disse que as forças iraquianas e da coalizão realizaram uma série de ataques ilegais no oeste de Mosul a partir de janeiro, fazendo uso frequente de Munições Improvisadas com Assistência de Foguetes, (Irams, na sigla em inglês), armas explosivas com pouca precisão que fazem estragos em áreas densamente povoadas.

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"Mesmo em ataques que parecem ter atingido o alvo militar pretendido, o uso de armas inadequadas ou a incapacidade de usar outras precauções necessárias resultou na perda desnecessária de vidas civis e, em alguns casos, parece ter constituído ataques desproporcionais", sustentou o relatório.

Nem o Ministério da Defesa do Iraque nem autoridades da coalizão estavam disponíveis de imediato para comentar o relatório da Anistia.

A entidade também criticou o Estado Islâmico por uma série de crimes que já foram documentados anteriormente.

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