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Anistia Internacional reivindica plano de moradia digna para deslocados do Haiti

Depois do terremoto de 2010, mais de 170 mil pessoas vivem em em "condições terríveis"

Internacional|Do R7

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Garotinha tira foto do interior de sua casa na véspera do Ano-Novo, em Porto Príncipe
Garotinha tira foto do interior de sua casa na véspera do Ano-Novo, em Porto Príncipe

A AI (Anistia Internacional) reivindicou na quinta-feira (9) ao governo do Haiti um plano de moradia digna para os deslocados pelo terremoto que castigou o país em 2010 já que até agora "fez-se pouco" para proteger e garantir os direitos dos afetados.

A organização não-governamental instou as autoridades do país a "dar prioridade à ação pelo direito à habitação" quando está a ponto de completar-se o quarto aniversário do sismo que castigou Porto Príncipe, a capital haitiana, e que matou 300 mil pessoas e deixou 1,5 milhão de desabrigados, de acordo com números oficiais.

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Segundo um comunicado divulgado pela organização, mais de 170 mil pessoas vivem ainda em acampamentos de deslocados em "condições terríveis, sem acesso aos serviços básicos essenciais como a água potável" e em risco de sofrer doenças como o cólera devido às "condições sanitárias nefastas".

A AI considera que as estratégias de realojamento ou os planos de subsídio para aluguel realizados no Haiti "não contribuíram à solução da crise de moradia" da região apesar de "reduzirem drasticamente o número de deslocados nos acampamentos".

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Neste sentido, a Anistia menciona que mais de 113 mil deslocados internos foram realojados em refúgios temporários, sem as garantias de uma casa definitiva, segundo a Organização Internacional de Migrações (OIM).

Estes mesmos dados indicam que mais de 55 mil deslocados tiveram acesso aos planos de ajuda econômica para aluguel, mas destes, 60% acredita que não poderia manter seu alojamento uma vez que acabe o subsídio, segundo uma avaliação encomendada pelos doadores desta dotação.

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Por outra parte, a AI denuncia os desalojamentos forçosos como uma forma de redução do número de deslocados nos acampamentos e insta o governo a cumprir a legislação internacional de direitos humanos.

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