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Anistia pede que presidente do Peru encontre vítimas de esterilização forçada

Internacional|Do R7

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LIMA (Reuters) - O grupo de direitos humanos Anistia Internacional pressionou nesta quinta-feira o presidente do Peru, Ollanta Humala, a rastrear diversas mulheres andinas pobres que possam ter sido submetidas a procedimentos forçados de esterilização por médicos do governo no fim dos anos 1990.

Como primeiro passo para uma compensação, o grupo disse que Humala deve criar, antes que deixe o governo dentro de um ano, uma lista de potenciais vítimas do controverso programa de controle de natalidade do ex-presidente Alberto Fujimori.

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A Anistia Internacional fez a demanda ao lançar a campanha global "Contra a Vontade Delas", a fim de compensar vítimas de esterilizações forçadas. A medida acontece antes das eleições presidenciais peruanos no ano que vem, quando espera-se que a filha de Fujimori deva concorrer pela segunda vez ao principal cargo executivo do país.

Fujimori, preso por corrupção e crimes contra os direitos humanos, disse que as operações em cerca de 300.000 mulheres foram consensuais e buscavam reduzir a pobreza nas montanhas. No ano passado, Fujimori foi inocentado de acusações ligadas ao programa.

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Porém, mais de 2.000 mulheres disseram ter sido ameaçadas ou enganadas para realizarem procedimentos de esterilização, de acordo com um recém-aberto inquérito da procuradoria-geral.

A Anistia Internacional disse que esse número representa apenas uma pequena porção do total das mulheres pobres, principalmente falantes de quechua, que foram esterilizadas contra a vontade.

(Reportagem de Mitra Taj)

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