Antes de Trump, EUA já tentaram comprar a Groenlândia
Interesse do governo americano pela ilha no Ártico remete ao século XIX, após o país comprar o Alasca da Rússia
Internacional|Do R7
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Antes dos olhos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se voltarem para a Groenlândia, o governo americano já manifestou interesse pela ilha ao longo da história.
As primeiras investidas remetem ainda ao século XIX. Após os EUA comprarem o Alasca da Rússia, o até então secretário de Estado americano William H. Seward sugeriu que a Groenlândia fosse comprada da Dinamarca.
A venda não deu certo, mas o desejo voltou à tona após a Segunda Guerra Mundial, com o então presidente Harry Truman oferecendo US$ 100 milhões em ouro pela ilha.
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Na época uma tensão perigosa começava a se instalar entre os Estados Unidos e a União Soviética após o fim da guerra na Europa. Truman e seus homólogos soviéticos estavam posicionando as peças em um tabuleiro de xadrez estratégico para o que viria a ser a Guerra Fria.
Segundo documentos dos Arquivos Nacionais, os assessores de Truman valorizavam a vantagem geográfica que a Groenlândia podia se dar ao luxo de defender contra bombardeiros estratégicos soviéticos que pudessem sobrevoar o Círculo Polar Ártico em direção a alvos na América do Norte.
A proposta de compra, no entanto, foi novamente rejeitada pela Dinamarca, que segue no controle do território.
Segundo fontes ouvidas pela emissora americana NBC News, o governo Trump estaria disposto a pagar US$ 700 bilhões pela Groenlândia em uma nova rodada de negociações.
O republicano, que alega que a ilha é importante para a segurança nacional dos EUA, manifestou o interesse pela compra ainda durante o seu primeiro mandato, em 2019. Com o retorno à Casa Branca em janeiro do ano passado, ele intensificou suas investidas.
Os governos da Dinamarca e da Groenlândia, no entanto, insistem que a soberania sobre a ilha não está em discussão, ainda que estejam abertos a conversas sobre uma ampla gama de outros tópicos.
Nesta sexta-feira (23), a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, concordou com o chefe da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Mark Rutte, de que a aliança precisa aumentar a segurança no Ártico para afastar as ameaças da Rússia e da China.
De acordo com a agência Reuters, Rutte e Trump também concordaram, durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, em realizar novas conversas entre EUA, Dinamarca e Groenlândia sobre a atualização de um acordo de 1951 que rege o acesso e a presença militar dos EUA na ilha do Ártico.
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