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Ao menos nove morrem em violência no Cairo; 2 mortos no Sinai

Internacional|Do R7

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Por Asma Alsharif e Tom Perry

CAIRO, 23 Jul (Reuters) - Nove pessoas foram mortas no Cairo nesta terça-feira em confrontos entre opositores e partidários islamitas do presidente deposto do Egito Mohamed Mursi, relatou a mídia estatal, mantendo em turbulência a nação árabe mais populosa.

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A violência eclodiu antes do amanhecer perto de um protesto da Irmandade na Universidade do Cairo, onde partidários de Mursi estavam acampados desde que o Exército retirou o político islamita do poder em 3 de julho após protestos contra seu governo.

A Irmandade descreveu a ação como um ataque contra manifestantes pacíficos. Fontes da polícia disseram que centenas de partidários de Mursi entraram em confronto com moradores locais, vendedores de rua e outros perto do protesto. Disseram que armas foram disparadas e pedras atiradas.

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Com a Irmandade prometendo continuar nas ruas, o banho de sangue foi um exemplo recente da instabilidade enfrentada pelo Egito enquanto o governo interino recém-instalado segue uma agenda apoiada pelo Exército em direção a eleições em cerca de seis meses.

O jornal estatal Al-Ahram citou uma fonte do Ministério da Saúde dizendo que nove pessoas tinham sido mortas e 33 feridas, enquanto dois feridos nos confrontos de segunda-feira morreram, elevando para 14 o número de mortos na violência do Cairo nos últimos dois dias.

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Ao menos 15 carros queimados foram deixados ao redor da Universidade do Cairo, onde os confrontos aconteceram. Manchas de sangue e vidros quebrados desfiguravam as calçadas perto da área de comércio, onde uma delegacia de polícia do trânsito foi incendiada.

Membros da Irmandade guardavam munidos de paus a entrada do local de protesto depois que os confrontos se acalmaram, enquanto moradores paravam carros no caminho para a Universidade do Cairo em busca de armas.

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Cerca de 100 pessoas morreram na violência desde que o Exército depôs Mursi e o substituiu por uma administração interina liderada por Adli Mansour, chefe do tribunal constitucional. A Irmandade acusa o Exército de orquestrar um golpe.

O grupo afirmou em seu site que sete "mártires" tinham sido mortos durante a noite em dois ataques separados contra partidários de Mursi, um na Universidade do Cairo e outro durante uma marcha perto de um protesto no norte da cidade.

A Irmandade promete manter sua vigília até que Mursi, mantido em um local desconhecido desde que o Exército pôs fim a seu primeiro ano no poder como o primeiro presidente livremente eleito do Egito, seja reempossado.

"Líderes do golpe militar continuam a aterrorizar os manifestantes pacíficos no Egito", disse o Partido da Justiça e Liberdade da Irmandade em um comunicado.

(Reportagem adicional de Yasmine Saleh e Ahmed Tolba no Cairo e Maayan Lubell e Dan Williams em Jerusalém)

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