Após 70 anos do início de guerra, Coreias não veem tratado à vista
Nesta quinta (25), os dois países realizaram comemorações discretas do 70º aniversário da guerra, em um momento de tensão entre os dois lados
Internacional|Do R7

Setenta anos depois de a Guerra da Coreia começar, as perspectivas de um tratado de paz para encerrar oficialmente o conflito parecem distantes como sempre, e as duas Coreias realizaram comemorações discretas em um momento de tensão acentuada na península.
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A guerra de 1950-1953 terminou com um armistício, não um tratado de paz, o que deixou as forças da ONU (Organização das Nações Unidas) lideradas pelos Estados Unidos tecnicamente ainda em guerra com a Coreia do Norte.
Em 1953, líderes sul-coreanos se opuseram à ideia de uma trégua e não assinaram o armistício, o que deixou a península dividida.

Em meio a um novo acirramento das tensões, veteranos da Coreia do Sul se reuniram para comemorar o aniversário, o que inclui um evento no qual o presidente dos EUA, Donald Trump, e outros líderes internacionais devem enviar mensagens de vídeo.
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Muitos dos veteranos que se reuniram na cidade fronteiriça sul-coreana de Cheorwon disseram que torcem por relações mais pacíficas com a Coreia do Norte, mas que não estão otimistas, dizendo que as políticas de Pyongyang não mudaram.
A guerra nunca acabou
"A guerra não terminou de verdade, e não acho que a paz virá enquanto ainda estou vivo", disse Kim Yeong-ho, de 89 anos. "Os pesadelos continuam me voltando todos os dias. (A Coreia do Norte) não mudou nada."
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O jornal do partido governista norte-coreano publicou na primeira página um comentário pedindo que as pessoas sigam o exemplo daqueles que lutaram para defender a nação.
"Várias décadas se passaram, mas o perigo da guerra nunca deixou este solo", disse o jornal, culpando "forças hostis" por quererem massacrar a Coreia do Norte.
Dois anos atrás, uma série de acenos diplomáticos e cúpulas entre o líder norte-coreano, Kim Jong Un, e os presidentes de EUA, Coreia do Sul e China despertaram a esperança de que, apesar de o arsenal nuclear de Pyongyang não ter diminuído, as partes poderiam concordar em encerrar a guerra oficialmente.

Mas esta esperança desapareceu quando a Coreia do Norte acusou EUA e Coreia do Sul de se aterem a políticas hostis e devido à pressão de Washington para que Pyongyang abdique de seu arsenal crescente de armas nucleares e mísseis de longo alcance.
Na quarta-feira (24), a Coreia do Norte disse que decidiu suspender os planos para uma ação militar não especificada contra sua vizinha do sul, mas a alertou a "pensar e se comportar sabiamente".
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Neste mês, a relação amigável entre Coreia do Norte e Coreia do Sul foi por água abaixo. Tudo começou quando desertores norte-coreanos que vivem na parte sul da fronteira soltaram balões com propaganda anti-Coreia do Norte e pendrives com filmes, série...
Neste mês, a relação amigável entre Coreia do Norte e Coreia do Sul foi por água abaixo. Tudo começou quando desertores norte-coreanos que vivem na parte sul da fronteira soltaram balões com propaganda anti-Coreia do Norte e pendrives com filmes, séries, música, programas de TV e notícias sul-coreanos, que passaram da divisa entre os dois países e entraram no território de Kim Jong-un





















