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Internacional Após menos de um mês no poder, britânicos acreditam que primeira-ministra deve deixar o cargo

Após menos de um mês no poder, britânicos acreditam que primeira-ministra deve deixar o cargo

A conservadora Liz Truss assumiu a chefia da política britânica após a renúncia de Boris Johnson, anunciada meses atrás

AFP

Resumindo a Notícia

  • Pesquisa mostra que 51% dos britânicos acham que a primeira-ministra deveria deixar o cargo
  • Entre os eleitores do partido de Liz Truss, 36% concordam que ela deveria renunciar
  • Truss foi nomeada primeira-ministra poucos dias antes da morte de Elizabeth 2ª
  • A política enfrenta a desvalorização da libra, além de uma grave crise do custo de vida
Liz Truss assumiu o cargo há menos de um mês

Liz Truss assumiu o cargo há menos de um mês

Daniel Leal/AFP - 23.9.2022

Uma pesquisa do instituto YouGov, publicada nesta sexta-feira (30), afirma que mais da metade dos britânicos considera que a primeira-ministra Liz Truss, no cargo há menos de um mês, deveria renunciar.

Após uma semana de turbulências políticas e financeiras causadas pelo projeto econômico da chefe de Estado, 51% dos britânicos consideram que a nova primeira-ministra deveria renunciar. Entre os eleitores conservadores, 36% pensam que Truss deveria deixar o cargo.

Por outro lado, 54% estão a favor da saída do ministro de Finanças, Kwasi Kwarteng, afirmação com a qual 41% dos eleitores conservadores concordam.

As primeiras semanas de Truss, nomeada primeira-ministra em 6 de setembro, em Downing Street foram marcadas pela morte da rainha Elizabeth 2ª e, depois, por anúncios orçamentários que se tornaram um fiasco financeiro em meio à crise do custo de vida.

Após Kwarteng ter apresentado, em 23 de setembro, um "miniorçamento" com base em enormes cortes de impostos financiados pela dívida, os mercados se preocuparam, e a libra esterlina atingiu uma baixa histórica na segunda-feira (26).

O FMI (Fundo Monetário Internacional) pediu ao Reino Unido que revisasse as decisões financeiras, e o banco central do país decidiu intervir urgentemente para acalmar os mercados.

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