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Após pressão de Merkel, parlamentares alemães autorizam novas negociações para resgatar a Grécia

A chanceler alemã alertou logo cedo sobre os riscos caso a medida não fosse aprovada

Internacional|Do R7, com Reuters e Ansa

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A câmara de deputados alemã, conhecida como Bundestag, aprovou nesta sexta-feira (17) em Berlim a abertura de negociações com a Grécia sobre um terceiro resgate da dívida do país. O pacote que deverá dar um novo folêgo para os bancos gregos chega a R$ 275 bilhões (80 bilhões de euros).

Ao todo, 439 deputados votaram a favor, 119, contra e 40 se abstiveram.

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Com o aval do Parlamento, o governo da chanceler Angela Merkel está autorizado a prosseguir com as negociações com a Grécia. Mas o Bundestag terá que aprovar novamente o acordo definitivo.

As 'joias da coroa' que a Grécia terá que vender para pagar suas dívidas

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"Todos concordamos que a Grécia deve ser salva", disse o ministro das Finanças, Wolfgang Schaeuble, no Parlamento.

"Mas é preciso ver qual caminho pode funcionar", destacou.

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Além da Alemanha, outros cinco membros da zona do euro (Holanda, Finlândia, Áustria, Eslováquia e Estônia) preveem a necessidade de procedimentos parlamentares antes do início da negociação formal sobre o memorando de entendimento.

Ontem, o eurogrupo concordou em conceder 7 bilhões de euros à Grécia por três anos, como parte de um terceiro pacote de resgate financeiro ao país, um dia após Atenas conseguir aprovar as medidas de austeridade exigidas pelos credores. 

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Pressão da Merkel

A chanceler alemã, Angela Merkel, alertou hoje cedo para o caos se os parlamentares do país não dessem seu apoio para o início das negociações sobre um terceiro programa de resgate.

"Façam com que as vantagens do resultado de segunda-feira compensem as desvantagens. Minha resposta é um completamente convencido 'sim'", disse ela à câmara baixa do Parlamento, referindo-se ao acordo para mais ajuda.

A chanceler destacou que seria "irresponsável não tentar e não dar uma nova chance" ao país.

"A alternativa a esse acordo não seria uma saída temporária da zona do euro...mas sim um previsível caos", acrescentou.

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