Após reprovar em vaga para comissária, mulher embarca em voo com roupa e crachá falsos
Caso na Indonésia expõe golpe sofrido, tentativa de enganar familiares e debate nas redes sobre segurança aérea
Internacional|Do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Uma jovem indonésia de 23 anos, identificada como Khairun Nisya, foi detida após fingir ser comissária de bordo da companhia aérea Batik Air durante um voo doméstico no país.
A mulher havia sido reprovada na etapa de entrevista para a vaga e, segundo as autoridades, decidiu se passar por funcionária da empresa para não revelar a rejeição à família.
LEIA MAIS:
De acordo com a apuração, Nisya comprou pela internet um uniforme falso semelhante ao utilizado pelas comissárias da Batik Air, composto por blusa branca e saia estampada. Ela também adquiriu um crachá falsificado da companhia aérea para reforçar a encenação.
Com os acessórios em mãos, a jovem embarcou normalmente como passageira em um voo da Batik Air que partiu de Palembang, na ilha de Sumatra, com destino a Jacarta. O trajeto foi realizado no último dia 6 de janeiro.
Durante a viagem, comissárias verdadeiras perceberam pequenas diferenças no uniforme usado por Nisya e passaram a desconfiar de sua presença. A equipe então iniciou uma conversa e fez perguntas simples sobre procedimentos de bordo, às quais a jovem não soube responder.
Diante da situação, os tripulantes comunicaram o ocorrido às autoridades e solicitaram que agentes de segurança aeroportuária aguardassem a aeronave no desembarque, no Aeroporto Internacional Soekarno-Hatta. Nisya foi detida para averiguação assim que o avião pousou.
Inicialmente, ela negou que estivesse se passando por comissária, mas depois confessou a fraude. A detenção foi gravada por agentes de segurança, e um vídeo em que Nisya admite o ocorrido acabou circulando nas redes sociais, tornando o caso viral na Indonésia.
Em um segundo vídeo divulgado dias depois, a jovem pediu desculpas publicamente à Batik Air, ao Lion Group e à sociedade. Ela afirmou que a gravação foi feita de forma espontânea, sem qualquer tipo de coação, e reconheceu que utilizou indevidamente o uniforme e os atributos da empresa.
A polícia revelou ainda que Nisya havia sido vítima de um golpe ao tentar ingressar na profissão, pagando cerca de 30 milhões de rúpias (cerca de R$ 9.500) a uma pessoa que prometeu facilitar sua contratação, mas desapareceu após o fracasso do processo.
Apesar das críticas e do constrangimento público, a companhia aérea informou que não levou o caso à Justiça.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp









