Arábia Saudita ameaça desestabilizar a economia global caso seja responsabilizada pelo 11 de setembro
Chanceler saudita ameaçou vender até R$2,7 trilhões em títulos do Tesouro caso a lei passe
Internacional|Do R7

Nesta segunda-feira (19), a Casa Branca expressou confiança que a Arábia Saudita não vai cumprir uma suposta ameaça do reino de vender ativos norte-americanos caso o Congresso do país aprove uma lei que poderia culpar os sauditas como responsáveis pelas ações da Al Qaeda nos ataques de 11 de setembro de 2001.
O jornal The New York Times publicou, nesta sexta-feira (15) que o chanceler saudita, Adel al-Jubeir, disse aos legisladores dos Estados Unidos que o país seria forçado a vender até R$ 2,7 trilhões (US$ 750 bilhões) em títulos do Tesouro e outros ativos norte-americanos em resposta à uma eventual aprocação do projeto de lei.
O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, disse que o presidente Barack Obama não apoiou a legislação e não vai assiná-la.
O projeto permitiria que o governo saudita fosse processado em um tribunal norte-americano por qualquer papel relacionado aos ataques de 11 de setembro.
— Estou confiante de que os sauditas reconhecem, tanto quanto o que fazemos, o nosso interesse comum em preservar a estabilidade do sistema financeiro global.
Vítima do massacre em Paris sobreviveu aos atentados de 11 de setembro
Os ataques de 11 de Setembro em detalhes
Obama, que viaja para a Arábia Saudita no final desta semana, disse que se opõe ao projeto de lei porque ele poderia expor os Estados Unidos a ações judiciais de cidadãos de outros países.
— Se abrirmos a possibilidade de que os indivíduos nos Estados Unidos possam rotineiramente começar a processar outros governos, nós também estaremos abrindo a possibilidade de os Estados Unidos serem continuamente processados por indivíduos em outros países.
A grande maioria dos 19 terroristas responsáveis pelos ataques de 11 de setembro de 2001 eram cidadãos sauditas. Eles sequestraram quatro aviões e os levaram a atacar o World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, perto de Washington. A quarta aeronave caiu em um campo na Pensilvânia depois que os passageiros se revoltaram.
No entanto, uma pesquisa realizada fundação International Security mostra que, após os atentados de 11/9, 45 pessoas foram assassinadas por terroristas islâmicos no país — já considerando as vítimas do recente tiroteio em San Bernardino, na Califórnia
No entanto, uma pesquisa realizada fundação International Security mostra que, após os atentados de 11/9, 45 pessoas foram assassinadas por terroristas islâmicos no país — já considerando as vítimas do recente tiroteio em San Bernardino, na Califórnia
Conheça o R7 Play e assista a todos os programas da Record na íntegra!
















