Argentina receberá delegação de médicos cubanos, diz ministro
González García, anunciou que o país receberá os profissionais para reforçar o sistema local, permitindo maior dedicação aos pacientes de covid-19
Internacional|Da EFE

O ministro da Saúde da Argentina, Ginés González García, anunciou nesta segunda-feira (20) que o país receberá uma delegação de médicos cubanos para reforçar o sistema local, permitindo maior dedicação aos diagnosticados com covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.
"Não é para que atendam na primeira linha os doentes, mas sim para que ocupem algum lugar dentro do sistema, liberando os médicos mais experientes, os enfermeiros mais experimentes, para que fiquem mais próximos dos pacientes", afirmou o integrante do governo, em entrevista à emissora "América TV".
De acordo com a apuração da Agência Efe, ainda não está definido o número de médicos que desembarcarão na Argentina, nem quando acontecerá a chegada deles.
O ministro da Saúde, além disso, garantiu que há um trabalho junto às universidades locais, para que formados na área que não conseguiram concluir os trâmites da graduação, sejam habilitadas e possam se juntar aos 650 mil profissionais ativos no país.
Até o momento, a Argentina tem 2.941 casos de infecção pelo novo coronavírus, com 136 mortes. Segundo González García, nesta segunda chegará um avião vindo da China com equipamentos diversos para o combate da doença, incluindo testes rápidos de diagnóstico.
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"A posição oficial do governo é fazer todos os testes que forem necessários", explicou o ministro.
Na avaliação do titular da Saúde, o trabalho de contenção da pandemia "vem funcionando bem", embora não se trate de uma posição definitiva, já que, segundo ele o tema ainda será tratado por longo período.
De acordo com o integrante do governo, não é possível definir uma data para o fim das medidas de isolamento social obrigatório, impostas em 20 de março no país, que se manterão, ao menos, até o próximo domingo.
"Não é possível manter uma situação social de quarentena permanentemente, nem se pode ter paralisada a economia em termos absoluto. Não vai haver uma só receita. É um país com realidades distintas e há províncias que não tiveram casos", indicou o ministro, sobre uma possível flexibilização.









