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Argentino "morto" é descoberto vivendo no Brasil

Ariel Do Santos fingiu a própria morte e viveu no País durante os últimos quatro anos

Internacional|Do R7

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Ariel do Santos junto a sua esposa com quem mora em Curitiba
Ariel do Santos junto a sua esposa com quem mora em Curitiba

Um argentino fingiu a própria morte e foi descoberto no Brasil quatro anos depois, após publicar fotos pessoais no facebook. Ariel Darío Leites Do Santos, de 44 anos, fugiu de seu país e se estabeleceu em Curitiba em 2011.

Segundo declarações dos seu vizinhos, Ariel tinha muitas dívidas com comerciantes e moradores na Argentina. Por isso, ele teria decidido fingir a própria morte.

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No dia 2 de janeiro de 2011, Ariel e seus amigos decidiram passar o dia na beira do rio Uruguai.

O homem fingiu ter se afogado e, apesar de o "corpo" nunca ter sido encontrado, seus amigos o deram como morto.

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As equipes de resgate conseguiram recuperar apenas um short que foi reconhecido pelos familiares. O acontecimento foi registrado na justiça como “desaparição” e permaneceu arquivado nas estantes do Juizado de Instrução.

Após a "morte", Ariel fugiu para o Brasil junto com uma mulher, formou uma família, teve um filho e refez a vida.

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Ele trocou o nome para Lito Santos e tentou disfarçar a sua apariência deixando crescer a barba e o cabelo. Mas quando todos tinham esquecido dele, o "falecido" decidiu aparecer.

Inicialmente o homem contatou-se com uma amiga pela rede social e enviou uma mensagem dizendo: “No estaba muerto andaba de parranda" (na sua tradução literal: "Não estou morto, estava na farra”). Aos poucos ele tentou conversar com seus velhos amigos da cidade, muitos deles tinham participado da procura do corpo.

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Um dos amigos de Ariel admitiu que nunca acreditou na morte dele, mas que evitava pensar nisso porque considerava bizarra a desaparição deste no rio.

Do Santos arriscou-se ainda mais e criou um perfil no Facebook, onde começou publicar fotos do lado da esposa e do seu filho.

Quando residia em Oberá, Ariel era dono de uma empresa de informática e trabalhava com projetos turísticos. Ele declarou ter utilizado o nome real para entrar no Brasil e obter assim uma cédula de identidade e assegurou que não possui nenhuma dívida.

—Eu fui embora porque não tinha escolha, fugi por motivos de segurança e por tentar proteger a minha família

O pai de Ariel admitiu na quarta-feira (28) que tinha conhecimento de que seu filho continuava com vida. Ariel ligou para o pai há um ano e diz que um dia conseguiria explicar a situação com detalhes. No entanto ele nunca mais se comunicou com a família.

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