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Arqueólogos descobrem cabeça decapitada de soldado celta usada como aviso por romanos

Estudo aponta que os romanos exibiam cabeças e mãos como forma de advertência aos adversários

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Arqueólogos descobrem crânio de soldado celta decapitado em La Loma, Espanha.
  • A cabeça foi exibida pelos romanos como forma de intimidação durante as Guerras Cantábricas.
  • O estudo revela que o crânio foi exposto ao ar livre e utilizado como possível troféu de guerra.
  • Pesquisadores planejam ampliar investigações após encontrar mais fragmentos de crânios na área.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Prática de expor cadáveres ou partes dos inimigos derrotados era conhecida entre as legiões
Prática de expor cadáveres ou partes dos inimigos derrotados era conhecida entre as legiões Santiago D. Domínguez-Solera

Arqueólogos identificaram em La Loma, no norte da Espanha, o crânio de um soldado celta que teria sido decapitado e exibido pelas tropas romanas como forma de intimidação durante as Guerras Cantábricas. O achado reforça a violência registrada no cerco de 25 a.C., quando o forte foi tomado pelas legiões do imperador Augusto.

O crânio estava espalhado em fragmentos na base das antigas muralhas, derrubadas pelos romanos após a captura do local. O estudo, publicado no Journal of Roman Archaeology, concluiu que a cabeça pertencera a um defensor cântabro de cerca de 45 anos. Os arqueólogos não encontraram vestígios do restante do esqueleto e destacaram que o osso mostrou sinais de exposição prolongada ao ar livre, sem qualquer sepultamento.


Santiago Domínguez-Solera, diretor de Arqueologia e Patrimônio Cultural Heroico e autor do estudo, afirmou que o crânio foi fraturado durante a demolição das muralhas. Ele disse que a cabeça ficou exposta por alguns meses. Para os pesquisadores, o homem morreu na defesa do forte e teve a cabeça colocada pelos romanos no topo das muralhas antes do abandono da posição.

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O forte de La Loma foi alvo de ataques intensos. Logo fora das muralhas, foram encontrados centenas de projéteis romanos. O solo estava coberto de fragmentos de armas e armaduras danificadas em luta corpo a corpo, o que indica resistência prolongada dos cântabros. Após tomar a fortificação, as tropas romanas derrubaram as estruturas defensivas e deixaram o local em ruínas.


A prática de expor cadáveres ou partes dos inimigos derrotados era conhecida entre as legiões. O estudo aponta que os romanos exibiam cabeças e mãos como forma de advertência. Os autores escreveram que esses atos punitivos faziam parte de estratégias de intimidação e trataram o crânio de La Loma como possível troféu de guerra.

Os pesquisadores afirmam que ainda não é possível determinar como a cabeça foi exibida. Domínguez-Solera disse que não há marcas diagnósticas na superfície do osso que indiquem se ela foi empalada ou colocada sobre alguma estrutura. Ele explicou que há planos de ampliar a investigação. Segundo o arqueólogo, neste ano foram encontrados outros fragmentos de crânios humanos na entrada do forte e eles serão estudados em busca de novas evidências de punições.

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