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Ascensão de ex-jogador de críquete embola eleição paquistanesa

Internacional|Do R7

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Por Michael Georgy

ISLAMABAD, 10 Mai (Reuters) - O partido do ex-jogador de críquete Imran Khan cresceu nas pesquisas na reta final da campanha e pode embolar a eleição geral de sábado no Paquistão, resultando em um Parlamento dividido e numa prolongada negociação para a formação de uma coalizão.

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A perspectiva de um governo fraco ofusca o otimismo em torno da primeira transição entre dois governos civis na história do Paquistão. O partido do ex-premiê Nawaz Sharif deve formar a maior bancada, e ele tem grandes chances de voltar ao cargo, 14 anos depois de ser deposto por militares, preso e posteriormente exilado.

Mas Khan pode acabar como o fiel da balança se não houver um vencedor claro. Num sinal da sua popularidade, 35 mil simpatizantes participaram na quinta-feira de um comício em Islamabad, sem a presença do próprio candidato.

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O popular ex-jogador, de 60 anos, está hospitalizado depois de se machucar na queda de um elevador durante um comício nesta semana. O acidente pode ter lhe rendido a simpatia de muitos eleitores.

O partido dele, chamado Tehrik-i-Insaf, começou a campanha com menos de 10 por cento das intenções de voto, e na quarta-feira apareceu em um levantamento da revista Herald com 24,98 por cento, logo atrás da Liga Muçulmana do Paquistão, de Sharif.

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Nesse pesquisa, o Partido do Povo do Paquistão, do presidente Asif Ali Zardari, aparece apenas em terceiro lugar.

"Embora Khan tenha inicialmente sido prejudicado pela falta de organização partidária e pela ausência de uma presença em nível provincial, ele conseguiu superar esses desafios estabelecendo uma rede de voluntários que fez campanha freneticamente e realizou enormes atos públicos nas últimas semanas", disse Shamila Chaudhary, editora-sênior do Eurasia Group.

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Khan, mais conhecido esportista da história do Paquistão, teve uma juventude típica de playboy, mas nos últimos anos surgiu como um contestador das dinastias políticas do país, tradicionalmente vistas como clientelistas e corruptas.

A campanha paquistanesa terminou oficialmente à 0h de sexta-feira (hora local). Mais de 110 pessoas morreram em incidentes políticos durante a campanha, e a violência prosseguia na véspera da votação.

Na sexta-feira, cinco pessoas foram mortas em atentados contra comitês partidários em Quetta (sudoeste) e Peshawar (noroeste). O Taliban paquistanês, que considera a eleição anti-islâmica, é responsável por esses ataques, e na quinta-feira revelou planos para cometer atentados suicidas no dia da votação.

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