Ásia: haverá um confronto direto entre China e Japão?
Entre faíscas e posicionamentos polêmicos, as duas maiores economias da Ásia enfrentam uma crescente tensão
Internacional|Do R7
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As duas maiores economias da Ásia enfrentam uma tensão crescente, iniciada pelas faíscas entre China e Taiwan e intensificada com a declaração da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, sobre possíveis ações militares de Tóquio para defender a nação taiwanesa em caso de ataques chineses.
Mas os países asiáticos não são os únicos afetados pelo clima intenso, já que os Estados Unidos passou a vender armamentos para caças e aeronaves a Taiwan por US$ 330 milhões, criando um desconforto para o governo chinês e fazendo com que criassem uma reclamação formal.

O Japão, por outro lado, emitiu um alerta aos cidadãos japoneses, moradores na China, e aconselhou que todos intensifiquem suas precauções de segurança e evitem locais muito cheios.
“Durante muito tempo o Japão esteve sobre Taiwan [...] o Japão vê Taiwan como uma ilha que seria necessária para a sua segurança. Várias simulações de ataque da China a Taiwan feitas por países da Otan e aliados demonstram que não dá para defender Taiwan sem ajuda do Japão, da Coreia do Sul, da Nova Zelândia e da Austrália, que são quatro países da região que têm participado das reuniões estendidas da Otan [...] a China não gostou dessas declarações da primeira-ministra do Japão, teve um diplomata chinês dentro do Japão que chegou a postar numa rede social que a cabeça da primeira-ministra japonesa deveria ser cortada. Estamos vendo um acirramento nas tensões entre China e Japão, algo que não se via há muito tempo”, argumenta o especialista em relações internacionais Vitelio Brustolin durante entrevista ao Conexão Record News.
Ambos os países têm buscado uma forma de reformular seus diálogos e resolverem as situações por meio da conversa.
Apesar das tentativas, um representante do governo japonês, enviado a Pequim para tentar aliviar a tensão entre as nações, não obteve sucesso, e enquanto isso, o Ministério de Relações Internacionais da China tentou pressionar a primeira-ministra do Japão, para que ela se retratasse sobre seu posicionamento “polêmico” em relação a Taiwan. Mas o porta-voz do governo japonês declarou que a posição atual não será alterada.
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