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Assad fica perto de reaver fronteira do Golã após rendição de rebeldes

Situação é monitorada com atenção por Israel, já que, nos últimos dias, entre 285 mil e 325 mil sírios fugiram para a fronteira, segundo a ONU

Internacional|Eugenio Goussinsky, do R7, com Reuters

População síria fugiu para a fronteira com Israel
População síria fugiu para a fronteira com Israel População síria fugiu para a fronteira com Israel

O presidente da Síria, Bashar al-Assad, está prestes a retomar o controle da fronteira com as Colinas de Golã ocupadas por Israel após acordo para a rendição de militantes rebeldes na área.

A situação tem sido monitorada com atenção por Israel, já que, nos últimos dias, entre 285 mil e 325 mil sírios fugiram para a fronteira israelense nas Colinas de Golã, segundo a ONU, em busca de uma zona segura.

A esperança deles é se proteger de bombardeios nesta região de exclusão área. Perto de 189 mil pessoas se mudaram para a fronteira com Israel.

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A solução dos combates, com os militantes da província de Quneitra aceitando implementar uma passagem livre para a província de Idlib, também na mão dos rebeldes, não significa que os que fugiram necessariamente deixarão o local.

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Há a possibilidade deles permanecerem na área nos termos do Estado. As informações foram passadas por um veículo de notícias do Hezbollah, que atua em defesa do governo sírio, e por uma fonte dos insurgentes.

Israel estaria em negociação com a ONU para estabelecer zonas seguras para os sírios na fronteira. Israel, porém, já adiantou que não permitirá a entrada desta população no seu território.

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O país organiza, desde 2016, ação de ajuda humanitária, comandada pelo Exército, denominada Boa Vizinhança. São distribuídos alimentos e medicamentos, além de serem realizados tratamentos médicos para os feridos, em hospital israelense.

O exército sírio, apoiado por milícias xiitas iranianas e pelo Hezbollah, deixou os rebeldes acuados nas províncias de Dara'a e Qunetria, conseguindo retomar regiões estratégicas na fronteira com a Jordânia e nas Colinas de Golã, até o limite da zona desmilitarizada, controlada por tropas da Organização das Nações Unidas, desde 1974.

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