Internacional Assange é acusado de usar embaixada para espionagem

Assange é acusado de usar embaixada para espionagem

Afirmação é do presidente equatoriano, Lenín Moreno. Moreno negou que tenha agido em represália ao modo como documentos sobre si foram vazados

Assange preso

Presidente do Equador, Lenín Moreno, durante reunião em Pequim

Presidente do Equador, Lenín Moreno, durante reunião em Pequim

Fred Dufour/Pool via REUTERS/13.12.2019

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, violou repetidamente suas condições de asilo e tentou utilizar a embaixada do Equador em Londres como centro de espionagem, disse o presidente equatoriano, Lenín Moreno, ao jornal britânico Guardian.

A polícia de Londres retirou Assange da embaixada na quinta-feira (11), após a revogação do asilo de 7 anos, abrindo caminho para sua extradição para os Estados Unidos por um dos maiores vazamentos de informação sigilosa da história.

A relação de Assange com seus anfitriões ruiu após o Equador acusá-lo de liberar informações sobre a vida pessoal de Moreno.

Moreno negou ao Guardian que agiu em represália ao modo como documentos sobre si e sua família foram vazados. Ele disse que se arrepende de Assange ter usado a embaixada para interferir na democracia de outros países.

"Qualquer tentativa de desestabilizar é um ato repreensível para o Equador, porque somos uma nação soberana e respeitosa em relação à política de cada país", afirmou Moreno ao Guardian por e-mail.

"Não podemos permitir que nossa casa, a casa que abriu suas portas, se torne um centro de espionagem", mencionou o Guardian como declaração de Moreno.

Defensores de Assange disseram que o Equador traiu o fundador do WikiLeaks a mando de Washington, que o fim do asilo era ilegal e marcou um momento sombrio para a liberdade de imprensa.