Astrônomos belgas solucionam mistério de 50 anos
Estudo foi possível graças a observações realizadas pelo telescópio espacial japonês XRISM
Internacional|Do R7
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Astrônomos da Universidade de Liège, na Bélgica, identificaram a origem por trás das emissões de raios X da estrela γ Cassiopeia (popularmente conhecida pelo apelido “γ Cas”), presente na constelação de Cassiopeia. O fenômeno foi considerado um mistério por 50 anos.
O estudo publicado na revista Astronomy & Astrophysics, aponta que a radiação é produzida por uma anã branca magnética que orbita a estrela.
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A conclusão, possível graças a observações conduzidas entre 2024 e 2025 e que tiveram como apoio o telescópio espacial japonês XRISM, desmistificou outras hipóteses anteriores, como a de que o fenômeno era produzido pela própria γ Cas.
“Outros sugeriam que os raios X estariam ligados a uma companheira, seja uma estrela desprovida de suas camadas externas, uma estrela de nêutrons ou uma anã branca em acreção (aumento da massa de um objeto espacial)”, disse Yaël Nazé, professora da Universidade de Liège, na Bélgica, e coautora do estudo, em comunicado.
Além disso, a análise da largura das linhas espectrais permitiu descartar a hipótese de uma anã branca não magnética. Os dados indicam a presença de um campo magnético significativo, responsável por canalizar o material em acreção (processo de acúmulo de matéria, como gás, poeira e plasma e que é essencial para a formação de estrelas, por exemplo).
A γ Cas já era conhecida desde o século 19 por ter sido a primeira estrela do tipo Be identificada. Observações realizadas na década de 1970 mostraram que ela emite raios X com intensidade cerca de 40 vezes maior do que a de estrelas semelhantes.
Outras características incomuns estavam relacionadas ao plasma ao seu redor, que atinge temperaturas superiores a 100 milhões de graus.
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