Astrônomos registram colisões inéditas entre corpos espaciais em sistema estelar distante
Impactos fora do Sistema Solar geram nuvens de poeira visíveis a bilhões de quilômetros da Terra
Internacional|Do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Astrônomos conseguiram observar algo nunca visto antes fora do nosso Sistema Solar: colisões entre corpos espaciais acontecendo em um outro sistema de estrelas.
O registro foi feito no sistema de Fomalhaut, uma estrela relativamente próxima da Terra, e representa a primeira vez que impactos desse tipo foram captados de forma direta.
LEIA MAIS:
A história começou anos atrás, quando pesquisadores acreditaram ter descoberto um planeta em formação ao redor de Fomalhaut. O suposto planeta apareceu como um pequeno ponto brilhante nas imagens do telescópio Hubble, o que gerou grande entusiasmo. Com o tempo, porém, esse ponto simplesmente desapareceu.
Após análises mais detalhadas, os cientistas concluíram que aquilo não era um planeta. O brilho vinha, na verdade, de uma grande nuvem de poeira criada pela colisão entre dois corpos rochosos chamados planetesimais, que são como “tijolos” usados pela natureza para formar planetas.
Em 2023, os astrônomos perceberam que essa primeira nuvem também havia sumido. Mas, para surpresa da equipe, um novo ponto brilhante apareceu no mesmo sistema. O novo estudo defende que esse segundo brilho é resultado de outra colisão semelhante, reforçando a ideia de que o primeiro evento também foi um impacto.
Segundo os pesquisadores, esse tipo de fenômeno pode enganar facilmente. Uma nuvem de poeira recém-formada reflete a luz da estrela e aparece como um pontinho, muito parecido com a aparência de um planeta distante visto por telescópios.
O sistema de Fomalhaut é considerado uma espécie de “máquina do tempo” para os astrônomos. Ele mostra como sistemas planetários jovens são caóticos e cheios de colisões. A estimativa é que existam cerca de 300 milhões de objetos capazes de provocar impactos desse tipo ao redor da estrela.
Os cientistas explicam que não é possível ver diretamente os dois corpos que colidiram. O que aparece nas imagens é a poeira lançada após o choque, iluminada pela estrela. Esse material se espalha lentamente e vai ficando cada vez mais fraco até desaparecer.
O fato de duas colisões terem sido observadas em apenas 20 anos levanta uma questão importante: talvez esses choques sejam muito mais comuns do que se pensava. Isso pode mudar o que se sabe sobre como planetas se formam ao longo do tempo.
Os pesquisadores calcularam que os corpos envolvidos tinham pelo menos 60 quilômetros de diâmetro. Para comparação, eles eram mais de quatro vezes maiores que o asteroide que atingiu a Terra há 66 milhões de anos e levou à extinção dos dinossauros.
Agora, a equipe vai continuar observando Fomalhaut com o telescópio Hubble e com o James Webb. As imagens mais recentes mostram que a nova nuvem ainda está visível e mais brilhante que a anterior. Os cientistas querem acompanhar sua evolução para entender melhor como esses impactos acontecem e o que eles revelam sobre a formação de mundos como o nosso.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp








