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Ataque dos EUA pode unir Irã em torno de ‘inimigo em comum’, diz especialista

Senadores americanos manifestaram preocupação com essa possibilidade; professor também acredita que chances de uma captura de Ali Khamenei são baixas

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A maioria dos senadores americanos desaprova um ataque ao Irã, considerando suas consequências históricas.
  • O professor Kleber Galerani acredita que um ataque poderia unir a população e o governo iranianos contra um "inimigo comum".
  • A falta de consenso entre senadores, inclusive do partido de Trump, indica uma hesitação ao uso da força militar na diplomacia.
  • Galerani avalia que, se um ataque ocorrer, as chances de retaliação em Israel são altas e que capturar o líder do Irã apresentaria desafios significativos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Em 1953, um golpe de estado foi realizado no Irã com o apoio dos Estados Unidos. O que na época parecia vantajoso para a nação norte-americana desencadeou uma série de eventos que, gradualmente, levaram à ascensão do regime islâmico no Irã no final da década de 1970. Foi lembrando das consequências e sequelas desse golpe que senadores dos Estados Unidos questionaram se bombardear o Irã, em resposta à violência que tem sido empregada contra os manifestantes do país, poderia de fato ajudar na situação. Nesta terça (13), autoridades militares e diplomáticas devem enviar informações a Donald Trump sobre as opções em relação ao Irã.

Ao ser entrevistado no Conexão Record News desta segunda (12), o professor de direito e relações internacionais da Universidade de Franca, Kleber Galerani, concorda com os senadores ao analisar que um ataque poderia levar tanto à população iraniana quanto o governo do país a desenvolver um inimigo em comum. Ele exemplifica: “É possível trazer um paralelo com Israel. Lá havia uma forte polarização e instabilidade do governo que está no poder até os dias atuais. Mas quando ocorreram os ataques por parte do Hamas em 2023, isso deu um fôlego a mais para o governo estabelecido e permitiu uma continuidade em prol de combater um inimigo comum”.


O professor analisa que a falta de apoio de diversos senadores, alguns deles do partido de Trump, impossibilita a aprovação de planos militares mais avançados e dependentes de recursos. Fora isso, a falta de unanimidade simboliza um reconhecimento, por parte de alguns políticos americanos, de que o uso de armas nem sempre é a melhor resposta na diplomacia internacional. Ainda assim, Galerani não acredita que um ataque direto ao território iraniano ocorra, mas caso ele aconteça, o entrevistado afirma que as chances de uma retaliação ocorrer em Israel é muito grande.

Ao ser questionado sobre a possibilidade dos EUA realizarem uma operação semelhante à da Venezuela para capturar o líder do Irã, Ali Khamenei, o especialista diz que embora exista uma chance de tal ação ocorrer, as dificuldades em realizá-la seriam muito maiores do que no caso da prisão de Nicolás Maduro. “Estamos falando de uma região bastante conflituosa, de uma implicação de um cenário regional bastante complexo em que o Irã é um dos líderes regionais do Oriente Médio, com uma série de aliados ali em volta.”

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