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Ataque em acampamento de dissidentes iranianos no Iraque mata cinco

Internacional|Do R7

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BADGÁ, 9 Fev (Reuters) - Pelo menos cinco pessoas morreram e 20 ficaram feridas durante um ataque de mísseis a um acampamento de dissidentes iranianos na capital do Iraque, Bagdá, na manhã deste sábado, de acordo com fontes da polícia.

O grupo dissidente Mujahadin-e-Khalq (MEK) informou que seis pessoas, incluindo uma mulher, morreram depois que seu acampamento foi atingido por morteiros e mísseis, enquanto a missão da Organização das Nações Unidas (ONU) no Iraque informou que tinha conhecimento do número de mortes.

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O MEK pede a derrubada dos líderes religiosos do Irã e lutaram junto com as forças do ex-ditador sunita Saddam Hussein na guerra Irã-Iraque nos anos 80.

Agora o grupo busca se reformular como uma força de oposição iraniana, mas não é mais bem-vindo no Iraque sob o governo liderado por muçulmanos xiitas, que chegaram ao poder depois que as forças lideradas pelos Estados Unidos invadiram o país e derrubaram Saddam em 2003.

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O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki depende muito do Irã xiita e conta com o apoio político de Teerã, em casa e em toda a região dominada pelos sunitas, onde ele tem poucos amigos.

O ataque atingiu a base do grupo no antigo complexo militar americano "Camp Liberty" na parte oeste da capital, para onde a maior parte do grupo foi transferida pelas autoridades iraquianas no ano passado, de uma base que lhes fora dada por Saddam.

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"Cerca de 18 foguetes Katyusha caíram no acampamento, ao oeste de Bagdá, matando cinco pessoas e ferindo 42", disse um policial iraquiano no acampamento, falando em condição de anonimato.

Fotos e filmes enviados pelo MEK para a Reuters mostram corpos ensanguentados em cima de mantas.

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Um porta-voz do grupo disse que não sabia ao certo quem está por trás do ataque, mas que um provável suspeito é a força Quds do Irã --uma unidade de elite da Guarda revolucionária, cujo foco especial são operações militares fora do país.

O MEK, que foi formalmente retirado no ano passado da lista oficial de organizações terroristas do Departamento de Estado dos EUA, culpou ataques anteriores à força Quds.

Também conhecida como Organização do Povo Mujahideen do Irã, o grupo liderou uma campanha de guerrilha contra o Xá do Irã, que era apoiado pelos EUA, nos anos 70, que também incluiu ataques a alvos norte-americanos.

A ONU pretende inscrevê-los para receber status de refugiados em outros países, mas eles reclamaram que as condições em Camp Liberty são ruins e que eles não foram autorizados a levar muitos dos seus pertences pessoais.

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