Internacional Ataque terrorista do Boko Haram deixa 24 mortos em Camarões

Ataque terrorista do Boko Haram deixa 24 mortos em Camarões

Extremistas atacaram uma instalação do exército camaronês no norte do país e mataram 16 militares e 8 civis na madrugada desta quarta-feira (12)

Ataque terrorista do Boko Haram deixa 24 mortos em Camarões

Boko Haram voltou a atacar no norte de Camarões

Boko Haram voltou a atacar no norte de Camarões

Emmanuel Braun/Foto de arquivo/Reuters - 18.3.2015

Um ataque do grupo jihadista nigeriano Boko Haram deixou 24 mortos — 16 militares e oito civis — no extremo norte de Camarões, informou nesta quarta-feira  (12) o governo do país, que até então estava em silêncio sobre o atentado.

O ataque ocorreu durante a madrugada de segunda-feira na cidade de Darak, perto do Lago Chade e da fronteira com a Nigéria, segundo fontes ouvidas pela Agência Efe. A imprensa local afirma que o alvo foi uma instalação de Exército. Materiais de informática e armas foram roubados.

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Na sequência, os integrantes do Boko Haram abriram fogo contra civis, saqueando lojas e casas que estavam pelo caminho. As forças de segurança locais responderam, iniciando um confronto que durou várias horas. Ao menos 66 terroristas, 21 soldados e 16 civis morreram nos enfrentamentos.

Este foi um dos piores ataques terroristas registrados em Camarões desde o início do ano. Apesar do esforço das autoridades locais, o Boko Haram segue agindo no território do país.

O grupo tem como objetivo criar um estado de orientação islâmica na Nigéria, transformando a região do Lago Chade — que compreende também territórios de Níger, Chade e Camarões — em seu novo bastião.

Desde 2009, 20 mil pessoas morreram em ataques do Boko Haram na Nigéria. Em Camarões, o número de vítimas do grupo terrorista ultrapassa 3 mil. Além disso, mais de 300 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas pela violência promovida pelos jihadistas.

Uma força conjunta multinacional integrada por Nigéria, Níger, Camarões e Chade delibitou consideravalmente o Boko Haram, mas os terroristas ainda são capazes de organizar ataques contra áreas sensíveis dos quatro países.