‘Até agora, nada havia limitado o poder de Trump’, diz economista sobre decisão da Suprema Corte
Decisão do tribunal considerou tarifas do presidente como ilegais e pode causar o reembolso de mais de R$ 900 bilhões
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Após meses de guerra jurídica, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, nesta sexta-feira (20), que a política tarifária de Donald Trump é ilegal. Com a decisão, Trump não poderá impor aumento das tarifas comerciais sem a aprovação do Congresso, o que pode interferir, inclusive, nas medidas adotadas contra o Brasil.
“Havia expectativa até de um resultado favorável a Trump, embora tenha perdido em todas as outras instâncias, mas surpreendeu em partes. A lei é bem clara, que ele precisava ter passado pelo Congresso. Ele se apoiava na lei de emergência econômica de 1977, mas como você vai defender que você está em emergência econômica contra todos os países do mundo? É muito difícil”, pontua o economista Ricardo Buso.

Além da possibilidade de devolução de cerca de US$ 175 bilhões (R$ 908,7 bilhões, em conversão direta) para os países que passaram pelas cobranças, a questão pode gerar uma frustração ao governo americano, uma vez que os valores das tarifas já eram esperados para o orçamento dos próximos anos.
Em entrevista ao Conexão Record News desta sexta, o economista também aponta a importância da decisão como o primeiro recurso que barrou alguma das movimentações do presidente americano nesse segundo mandato. No entanto, ele lembra que Trump já alertou que poderia buscar outras maneiras caso fosse barrado na Corte.
“Até agora, nada havia limitado o poder de Trump. Chegou a primeira limitação. Todos sabiam que a limitação viria de dentro dos Estados Unidos porque a comunidade internacional não respeita mesmo. Agora, a Suprema Corte mostrou a independência e pôs limite às decisões dele. Isso é muito importante”.
Leia mais
Com a decisão, o economista traça alguns cenários futuros, como o alívio na inflação dos Estados Unidos, que deve influenciar nos cortes de juros no país e, consequentemente, enfraquecer o dólar no cenário internacional. Com esse cenário, diversos países, principalmente os parceiros comerciais de Washington, poderão contar com um cenário econômico global mais favorável.
“Ele deve enfraquecer o dólar e isso afeta bastante o comércio global porque os Estados Unidos precisarão de menos juros. E aí, além de ficar mais fácil exportar, uma moeda americana que é a base do comércio mundial, seja fortalecida ou enfraquecida, isso muda muito o cenário internacional. Com dólar mais fraco, também eu consigo importar mais”, conclui Buso.
Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!










