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Ativistas egípcios serão julgados por protesto

Internacional|Do R7

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CAIRO, 5 Dez (Reuters) - O Egito determinou na quinta-feira que três importantes ativistas políticos sejam julgados por acusações relativas à participação em protestos, disseram fontes judiciais, em mais um sinal da crescente intolerância à dissidência.

Um dos ativistas, Ahmed Maher, foi processado por fazer um protesto não autorizado, tornando-se assim o primeiro acusado de violar uma nova lei que restringe a liberdade de manifestação.

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Fundador do Movimento 6 de Abril, que teve participação crucial na rebelião popular que derrubou o ditador Hosni Mubarak em 2011, Maher também será julgado por supostamente agredir policiais e "resistir às autoridades".

As mesmas acusações também foram imputadas a Ahmed Douma e Mohamed Adel, os dois outros ativistas que serão julgados, segundo o promotor Wael Shibl.

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Outro dissidente famoso, Alaa Abdel Fattah, detido na semana passada, está sendo interrogado por convocar protestos, contrariando a nova lei.

Essa lei, que entrou em vigor no mês passado, intensificou os temores sobre o futuro das liberdades políticas no Egito depois da deposição pelos militares do presidente islâmico Mohamed Mursi, em julho.

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Desde então, as forças de segurança já mataram centenas de seguidores de Mursi, e líderes importantes do movimento Irmandade Muçulmana, que dava sustentação ao ex-presidente, foram presos.

As autoridades também começaram a reprimir ativistas políticos não-islâmicos, agravando os temores de que o país volte a ser um Estado policial, como na época de Mubarak.

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A lei sobre protestos autoriza o Ministério do Interior a proibir qualquer aglomeração com mais de dez pessoas em um local público. Grupos de direitos humanos dizem que isso é profundamente repressivo.

Os Estados Unidos, que congelaram parcialmente a ajuda militar ao Egito à espera de progressos em questões de democracia e direitos, manifestaram preocupação com a nova lei.

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