Avião com mais de 160 pessoas a bordo quase bate em helicóptero militar nos EUA
Incidente ocorreu durante aproximação final e reacende debate sobre rotas militares
Internacional|Alexandra Skores, da CNN Internacional
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A Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) está investigando um incidente após um helicóptero da Guarda Nacional do Exército dos Estados Unidos cruzar à frente de um jato de passageiros que pousava no aeroporto John Wayne, em Santa Ana, na Califórnia, informou a agência em comunicado.
Na noite de terça-feira (24), o voo 589 da United Airlines, que vinha de San Francisco, se preparava para pousar no aeroporto do condado de Orange quando um alarme de prevenção de colisão soou na cabine. A aeronave transportava 162 passageiros e seis tripulantes.
O alerta foi acionado por um helicóptero UH-60 Black Hawk da Guarda Nacional da Califórnia, que voava com o indicativo Knife 25.
De acordo com o FlightRadar24, as aeronaves chegaram a ficar separadas por 525 pés na vertical (equivalente 160 metros de distância) e 1.422 pés na horizontal no ponto de maior aproximação.
Durante a aproximação final, segundo a United, os pilotos do Boeing 737 foram alertados pelo controle de tráfego aéreo “para ficar atentos a um helicóptero militar voando próximo ao aeroporto”.
Após o alarme soar, os pilotos interromperam a descida e nivelaram a aeronave até que o helicóptero passasse e fosse possível pousar com segurança.
“Vamos tratar disso, porque isso não foi bom”, disse um controlador de tráfego aéreo em áudio gravado pelo site LiveATC.net.
A Guarda Nacional da Califórnia informou que o helicóptero envolvido estava em uma missão rotineira de treinamento e retornava à sua base.
“A aeronave retornava ao aeródromo de Los Alamitos por uma rota estabelecida de Regras de Voo Visual (VFR), em uma altitude designada e em comunicação com o controle de tráfego aéreo”, diz a nota. “Uma revisão completa será realizada em coordenação com as agências competentes.”
Em janeiro de 2025, um helicóptero Black Hawk do Exército dos EUA, em missão de treinamento, colidiu com um jato regional da American Airlines durante o pouso no Aeroporto Nacional Ronald Reagan, em Washington. Sessenta e sete pessoas morreram no pior desastre aéreo nos Estados Unidos em quase 20 anos.
A investigação concluiu que a definição, pela FAA, de uma rota de helicópteros próxima à trajetória de aproximação da pista causou o acidente e apontou uma série de falhas sistêmicas.
No início deste mês, a FAA publicou uma ordem exigindo que controladores de tráfego aéreo usem radar para acompanhar ativamente helicópteros quando eles voarem por rotas de aeronaves que decolam e pousam em aeroportos movimentados.
Antes, pilotos de helicópteros podiam assumir a responsabilidade pela separação visual de outras aeronaves nessas áreas — um procedimento conhecido como “ver e evitar” —, mas uma série de incidentes recentes de quase colisão colocou o método sob escrutínio.
Em um dos casos citados pela FAA neste mês, um helicóptero em rota convergente com um Beechcraft 99 bimotor, no aeroporto de Hollywood Burbank, precisou desviar para evitar a aeronave particular.
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